A Corte Suprema de Mianmar (antiga Birmânia) emitirá seu veredicto sobre o recurso apresentado pela líder opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, contra a pena de 18 meses de prisão domiciliar que cumpre.
Trata-se da última oportunidade para que Suu Kyi, de 64 anos, possa ser libertação através do sistema legal birmanês e depois que uma corte de Yangun já rejeitou em outubro sua primeira apelação à sentença.
Os advogados da defesa argumentam que a Nobel da Paz foi julgada e condenada em agosto passado sob uma legislação contida na Constituição de 1974, cancelada pela nova Carta Magna aprovada no ano passado em plebiscito.
No entanto, a Promotoria mantém que esses artigos referentes à segurança do estado continuam em vigor.
Suu Kyi foi condenada no dia 11 de agosto a três anos de prisão e trabalhos forçados por ter permitido que um intruso americano entrasse em sua casa, mas depois sua pena foi reduzida para 18 meses de prisão domiciliar.
O símbolo da resistência do povo birmanês à Junta Militar que controla o poder desde 1962 viveu confinada durante 14 dos últimos 20 anos por pedir de maneira pacífica reformas democráticas em seu país.