Atualizada às 16h23
A Corte de Apelações de Santiago (Chile) concedeu neste sábado liberdade provisória à família do ex-ditador chileno Augusto Pinochet e a seu antigos colaboradores, cheapest que haviam sido presos na última quinta-feira, por participação no desvio de fundos públicos.
A 5ª Sala da Corte de Apelações do tribunal aceitou a resolução, solicitada pelo juiz Carlos Cerda, que investiga a origem da fortuna do ditador chileno (1973-1990). A decisão beneficiou a viúva e os cinco filhos de Pinochet, além dos 17 colaboradores do ditador que estão sendo processados, todos detidos desde a última quinta-feira.
O juiz concedeu na sexta-feira liberdade provisória para a família de Pinochet, mediante consulta prévia ao Supremo Tribunal e pagamento de uma fiança de 300 mil pesos. Os beneficiados são a viúva de Pinochet, Lucía Hiriart, e seus filhos Augusto, Marco Antonio, Lucía, Jacqueline e María Verónica, além dos militares da reserva Guillermo Garín, Sergio Moreno, Jaime Lepe, Ramón Castro, Gustavo Collao, Hector Letelier, Gabriel Vergara, Jorge Ballerino, Juan Romero Riquelme e Eduardo Castillo.
Também serão beneficiados Mónica Ananías, Oscar Aitken, José Sobarzo, Ambrosio Rodríguez, Patricio Madariaga e os oficiais do Exército Juan Mac-Lean Vergara e Mortimer Jofré.
Os juízes da 5ª Sala da Corte de Apelações Juan Eduardo Fuentes, Dobra Lusic e Joaquín Billar livraram do pagamento da fiança os filhos do ditador – Augusto e Marco Antonio – e a ex-secretária do general, Mónica Ananías.
Os juízes diminuíram ainda para 100 mil pesos a fiança dos oficiais de reserva Moreno, Lepe, Ballerino e Castillo.
Lucía Hiriart, de 84 anos, continua internada no Hospital Militar, para onde foi levada com pressão alta após ser notificada da ordem de prisão. As filhas de Pinochet estão presas no Centro de Orientação Feminina e os homens na penitenciária Santiago Uno. Os 13 militares processados cumprem pena em um batalhão da Polícia Militar. Eles devem começar a deixar a prisão a partir das 15h (16h de Brasília).
A resolução de Cerda visa esclarecer a responsabilidade de cada um no desvio de fundos reservados da Presidência da República, durante o regime de Pinochet (1973-1990), para contas secretas que o governante mantinha em bancos internacionais, onde acumulou uma fortuna de US$ 26 milhões, dos quais mais de US$ 20 milhões têm “origem desconhecida”.