O presidente do Equador, doctor Rafael Correa, symptoms advertiu hoje de que, na reunião que a União de Nações Sul-americanas (Unasul) realizará hoje em Santiago sobre a crise da Bolívia, será visto se a integração regional “é verdadeiramente efetiva ou puro blá blá blá”.
“Aqui vamos ver se a integração é verdadeiramente efetiva ou puro blá blá blá”, afirmou Correa ao chegar à capital do Chile para assistir à reunião, convocada “de emergência” pela governante chilena, Michelle Bachelet, presidente temporária da Unasul.
“Todos sabemos perfeitamente o que está acontecendo na Bolívia, aqui não cabem farisaísmos, estes fantasmas que achávamos expatriados da região e voltam a aparecer sob outras formas, com outras roupagens, como outros espectros, mas são os mesmos fantasmas de antes (…)”, acrescentou.
O presidente equatoriano ressaltou que “jamais” voltarão a aceitar ditaduras nem rompimentos da ordem democrática.
“Aqui viemos respaldar clara, frontalmente, incondicional, a democracia na Bolívia, representada por um presidente com extraordinária legitimidade democrática, como é Evo Morales”, afirmou.
Já o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, assegurou que “há um compromisso de seguir trabalhando para que a institucionalidade democrática, para que o respeito, para que a tolerância, a paz e a solução pacífica das controvérsias” que podem ter os países da América do Sul “sejam resolvidos por essa via”.
Além disso, disse que espera que a reunião dos chefes de Estado e líderes da Unasul “sirva para implementar estes princípios tão importantes, de defender a democracia, a liberdade, a tolerância e a solução pacífica das controvérsias”.
Já estão em Santiago Morales e o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, assim como o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, e se espera nos próximas minutos a chegada do governante da Colômbia, Álvaro Uribe.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governante argentina, Cristina Fernández de Kirchner, também devem chegar nas próximas horas.