O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quarta-feira que seu país está analisando o pedido de asilo do fundador do Wikileaks, Julian Assange, que se refugiou nesta terça-feira na embaixada equatoriana em Londres. “Somos um país de liberdade”, disse Correa numa breve declaração aos jornalistas no Rio de Janeiro, onde está participando da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.
A embaixadora do Equador em Londres, Ana Albán, reuniu-se hoje com autoridades do governo do Reino Unido para buscar uma solução “justa” para o caso. Em comunicado, a diplomata explicou que a decisão tomada pelo Ministério das Relações Exteriores do Equador “levará em conta a longa e bem estabelecida tradição do país de apoio aos direitos humanos”.
Julian Assange, fundador de Wikileaks, refugiou-se ontem na embaixada equatoriana em Londres para pedir asilo político ao país com base na declaração universal de direitos humanos da ONU. Sua intenção é evitar sua iminente extradição para Suécia, onde responderá por crimes sexuais. Na semana passada, a Suprema Corte do Reino Unido autorizou sua extradição para a Suécia.
O fundador de Wikileaks alegou “perseguição” para reivindicar asilo ao Equador e nega os crimes de que é acusado. O Wikileaks divulgou desde 2010 milhares de informes diplomáticos confidenciais que revelaram métodos e práticas questionáveis de muitos governos, especialmente dos Estados Unidos.