Quito, dosage 22 nov (EFE).- O presidente equatoriano, viagra Rafael Correa, disse hoje lamentar a decisão do Governo brasileiro de chamar a consultas a seu embaixador em Quito pela ação que o Equador contra o Banco de Desenvolvimento do Brasil (BNDES).
Correa, em seu programa semanal de rádio e televisão, considerou “excessiva” a decisão, pois, segundo ele, a disputa que seu Governo tem com a construtora Odebrecht obedece a um descumprimento do contrato de uma obra financiada pelo BNDES.
Segundo Correa, como estabelece o contrato, ele levou o caso à Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional, em Paris, para que decida a legalidade da atuação da construtora brasileira no Equador.
Correa alegou que a ação não representa, por enquanto, a suspensão dos pagamentos do crédito do BNDES, mas um pedido de decisão judicial.
“Queremos muitíssimo o Brasil; pessoalmente, eu aprecio, admiro e foi um exemplo de vida para mim o presidente (Luiz Inácio) Lula da Silva, mas se querem levar um problema comercial e financeiro, isso é uma responsabilidade exclusiva do Brasil”, disse.
O presidente equatoriano confirmou que, hoje de manhã, conversou, por telefone com Lula, a quem disse que considera uma “fraude” o trabalho da Odebrecht no Equador.
A ação anunciada pelo Equador refere-se a um crédito de US$ 286,8 milhões concedido pelo BNDES para financiar a represa hidroelétrica de San Francisco, construída pela empreiteira brasileira Odebrecht.
A obra foi inaugurada em meados de 2007 e deixou de funcionar em junho deste ano, devido a erros estruturais pelos quais o Governo do Equador responsabilizou a Odebrecht, que Correa “expulsou” do país.
“Não é que suspendemos o pagamento ou jogamos o contrato no lixo. De acordo com o contrato, começamos uma arbitragem em Paris. Qual é o problema?”, disse.
A decisão de retirar o embaixador do Brasil em Quito, Antonino Marques Porto, segundo Correa, “nos dói muito (…), a respeitamos, não a compartilhamos; mas nós não hesitaremos em seguir defendendo os interesses do país, custe o que custe”, falou. EFE