A Coreia do Sul enviou à Coreia do Norte uma carga de ajuda contra a malária no valor de 400 milhões de wons (US$ 340 mil), apesar da tensão entre os dois países após o afundamento da embarcação sul-coreana “Cheonan”, em março.
Segundo a agência sul-coreana “Yonhap”, a entrega do material médico representou a primeira visita de um grupo de civis sul-coreanos à Coreia do Norte desde que Seul proibiu as viagens ao país comunista, há três meses, em protesto pelo caso do “Cheonan”.
A embarcação afundou no Mar Ocidental (Mar Amarelo), supostamente atingido por um torpedo norte-coreano que matou 46 marinheiros. Pyongyang nega o ataque, apesar de uma equipe internacional de investigadores ter garantido, em maio, que as provas são contundentes.
O fato fez aumentar a tensão entre os dois países, e levou Seul a proibir os intercâmbios comerciais com o Norte e as viagens para o país vizinho, embora tenha mantido o princípio de seguir enviando ajuda humanitária.
A malária persiste na zona da fronteira entre as Coreias, onde mais de 360 sul-coreanos sofreram infecções em 2010, segundo dados oficiais publicados pela “Yonhap”.
A ajuda foi entregue nesta terça-feira por um grupo de cinco civis sul-coreanos, entre eles um médico, que viajou até a região fronteiriça de Kaesong para explicar às autoridades norte-coreanas como utilizar o material, segundo o Ministério sul-coreano de Unificação.
Após a deterioração das relações bilaterais pelo afundamento do navio, Seul tinha permitido apenas poucos envios de ajuda humanitária à Coreia do Norte, principalmente dirigida a crianças.
O país comunista atravessa uma forte crise econômica e alimentícia, agravada pelo fracasso da reforma de sua moeda em novembro e pelas sanções internacionais impostas por conta de um teste nuclear em maio de 2009.