A Coreia do Norte propôs à Coreia do Sul retomar ainda este mês as reuniões temporárias de famílias separadas pela guerra entre as duas nações nos anos 50, segundo informou neste sábado a agência oficial norte-coreana “KCNA”.
A iniciativa foi proposta na sexta-feira pela Cruz Vermelha da Coreia do Norte ao mesmo organismo da Coreia do Sul, e permitiria retomar encontros que foram realizados pela última vez há um ano.
As autoridades norte-coreanas ofereceram a Seul a possibilidade de as delegações da Cruz Vermelha dos dois países se reunirem em breve para organizar os encontros.
Um porta-voz do Ministério sul-coreano de Unificação disse neste sábado que a Cruz Vermelha do país recebeu com boa vontade a proposta norte-coreana, segundo a agência local “Yonhap”.
O Governo da Coreia do Norte quer que as reuniões aconteçam na semana festiva de Chuseok, no dia de Ação de Graças coreano, celebrado no dia 22, no monte norte-coreano de Kumgang, ao norte da protegida fronteira.
A proposta de Pyongyang acontece quando as relações com a Coreia do Sul atravessam fortes tensões por conta do afundamento em março de um navio de guerra sul-coreano, em incidente que causou 46 mortes, e que, segundo Seul, foi causado por um torpedo lançado por um submarino norte-coreano.
A divisão da península ao término da Guerra da Coreia (1950-53) separou também milhares de famílias. Esses encontros contam com idosos que não puderam ver seus parentes por mais de meio século.
O último encontro de famílias separadas aconteceu setembro de 2009, também na semana de Chuseok.
As reuniões de famílias separadas começaram em 2000, após a histórica cúpula em Pyongyang entre o então presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il.
Durante esta década houve 17 encontros, que permitiram o reencontro de cerca de 20 mil pessoas dos dois lados da fronteira.