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Coreia do Norte proíbe retorno de cidadãos que permanecem na Líbia

Arquivo Geral

24/08/2011 9h29

Cerca de 200 norte-coreanos continuam trabalhando na Líbia, após seis meses de confrontos entre combatentes rebeldes e forças leais ao líder Muammar Kadafi, mas a Coreia do Norte proibiu o retorno deles para que não comentem sobre a Primavera Árabe no país asiático, informa a agência sul-coreana “Yonhap”.

 


Na Líbia, há norte-coreanos trabalhando como médicos, enfermeiros e na construção civil. Ainda não podem retornar a seu país, aparentemente pelo temor do regime de Pyongyang de que eles levem notícias sobre os triunfos das revoltas árabes na Coreia do Norte.

Os mais de seis meses de hostilidades na Líbia para derrubar o líder Muammar Kadafi e os protestos civis como os que acabaram com os Governos autoritários da Tunísia e Egito são vistos com receio pelo regime de Kim Jong-il.

A imprensa sul-coreana já informou em várias ocasiões que as autoridades do país comunista ordenaram a seus cidadãos que não retornem à Coreia do Norte.

Os norte-coreanos residentes na Líbia trabalham, em sua maioria, no deserto e em zonas rurais remotas, por isso não se viram diretamente afetados pelo conflito armado na Líbia, informou nesta terça-feira a emissora americana “Radio Free Asia”, que citava diplomatas sul-coreanos na Tunísia.

A Coreia do Norte estabeleceu relações diplomáticas com a Líbia em 1974, antes que a Coreia do Sul. Em 1982, Kadafi visitou Pyongyang, onde assinou um acordo de cooperação com o regime comunista.

Várias fontes cientes da situação na Coreia do Norte indicaram que o país mantém um ferrenho controle das notícias provenientes do exterior referentes às revoluções nos países árabes. A televisão estatal não noticiou as mudanças políticas no Egito ou na Tunísia.

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