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Mundo

Coreia do Norte não colocou nenhum satélite em órbita, diz Rússia

Arquivo Geral

06/04/2009 0h00

A Coreia do Norte não colocou em órbita nenhum satélite, advice afirmou hoje um alto representante do Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Rússia.

“Nosso sistema de controle do espaço cósmico não detectou a colocação em órbita do satélite norte-coreano. Segundo nossos dados, information pills não há tal satélite em órbita”, case disse o oficial à agência russa “Interfax”.

O regime comunista de Pyongyang assegurou ontem que lançou com sucesso um foguete de três peças que colocou em órbita seu satélite de comunicações Kwangmyongsong-2.

Segundo a agência estatal norte-coreana “KCNA”, o líder comunista, Kim Jong-il, esteve presente no lançamento do foguete de longo alcance que, segundo Pyongyang, conseguiu pôr em órbita o satélite experimental de comunicações.

A Coreia do Norte nega que esse lançamento tenha sido de um míssil de longo alcance capaz de chegar até a costa oeste dos EUA, concretamente até o Alasca, como suspeitam no Ocidente, e mantém que foi um satélite de comunicações que está já orbitando.

O Conselho de Segurança da ONU concluiu ontem suas deliberações sobre a situação de crise criada por Coreia do Norte ao lançar seu foguete de longo alcance sem conseguir o consenso nem decidir que ação tomará contra Pyongyang.

O presidente rotativo do Conselho, o embaixador do México perante a ONU, Claude Heller, disse que as consultas entre os países “continuarão e o Conselho voltará a se reunir no momento adequado”.

O Ministério de Exteriores da Rússia em sua primeira reação exortou ontem a “mostrar moderação” por causa do lançamento do foguete norte-coreano, a fim de “impedir uma escalada na península de Coreia”, segundo informava a televisão russa.

O porta-voz oficial da Chancelaria, Andrei Nesterenko, se limitou ontem a dizer que a situação requer ser estudada pelos especialistas militares.

Posteriormente, a Chancelaria russa informou que seu titular, Serguei Lavrov, manteve ontem conversas telefônicas com seus colegas dos Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul.

Em conversa com a secretária de Estado, Hillary Clinton, as partes defenderam esforços conjuntos a fim de impedir a desestabilização na Ásia, e por preservar o processo de negociações a seis lados sobre o problema nuclear coreano, segundo o comunicado do Ministério.

Além dos EUA e Rússia, nas negociações sobre o problema nuclear coreano participam as duas Coreias, Japão e China.

Na conversa entre Lavrov e Hillary, que teve lugar por iniciativa americana, as partes acertaram manter estreitos contatos e continuar as consultas sobre este complicado problema.

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