A Coréia do Norte parece estar perto de chegar a uma solução para pôr fim a seu programa nuclear com fins militares após um acordo com uma comunidade internacional que, shop cautelosa e cética, check pressiona o imprevisível regime comunista.
O processo de desnuclearização norte-coreano não faz parte da agenda da cúpula dos líderes das duas Coréias em Pyongyang, pois este assunto diz respeito aos negociadores nucleares.
O mais recente capítulo desta história complexa transcorreu na semana passada, em Pequim, mas sem o anúncio de grandes avanços.
No entanto, a imprensa sugeriu que um acordo foi assinado durante as reuniões para que Pyongyang detalhe os passos concretos que deverá tomar futuramente para informar sobre todas as suas instalações atômicas e iniciar seu desmantelamento.
Durante muitos anos, o regime da Coréia do Norte se baseou no poder nuclear e no militarismo.
No entanto, talvez pressionado por sua incapacidade econômica e seu estilo político anacrônico que mergulhou o país em um isolamento que se agravava cada vez mais, o líder norte-coreano, Kim Jong-il, recentemente levou o país a um acordo com as potências influentes da região.
Estados Unidos, China, Japão e Rússia conseguiram, junto à Coréia do Sul, que o regime de Pyongyang, pelo menos aparentemente, abandone o projeto nuclear que culminou, em 2006, no teste atômico, que tornou um regime isolado e empobrecido em potência nuclear.
A crise nuclear norte-coreana chama a atenção do mundo desde sua explosão, no final de 2002, e é um dos principais assuntos tratados pelas chancelarias dos países vizinhos.
No entanto, oficialmente o assunto não faz parte da agenda da reunião bilateral entre o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, e Kim Jong-il, que será encerrada na quinta-feira em Pyongyang.
A crise nuclear da Coréia do Norte foi deflagrada no final de 2002, quando Pyongyang admitiu ter desenvolvido em segredo um programa nuclear, violando um acordo assinado com os Estados Unidos em 1994.
Alguns anos depois, quando Kim Jong-il já liderava a lista dos “vilões” internacionais, a Coréia do Norte testou, em julho de 2006, sete mísseis balísticos, um deles de longo alcance.
Mas o lançamento de mísseis foi apenas o prólogo da grande notícia divulgada em outubro de 2006: o anúncio de que Pyongyang tinha efetuado com sucesso um teste nuclear subterrâneo, em um desafio sem precedentes aos EUA.
Após várias rodadas de conversas multilaterais entre os países participantes do diálogo a seis lados em Pequim, a Coréia do Norte se comprometeu a fechar suas instalações nucleares em troca de um milhão de toneladas de combustível.
No entanto, Pyongyang insistiu em que, para iniciar o processo, deveria primeiro receber US$ 25 milhões que estavam depositados no Banco Delta Asia (BDA), em Macau, e foram bloqueados a pedido dos EUA.
As complicações das sanções e do sistema financeiro atrasaram o processo durante semanas. Em meio a isso, a Coréia do Norte fez testes com mísseis de curto alcance, apesar de as autoridades sul-coreanas terem classificado as atividades como rotineiras.
Após o desbloqueio dos fundos de Macau, em junho, a Coréia do Norte se comprometeu a iniciar o processo de desnuclearização e convidou os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – que tinham sido expulsos – para uma visita ao país.
No final de junho, os inspetores da AIEA visitaram Yongbyon, onde está situado o principal reator nuclear da Coréia do Norte.
No mês seguinte, Pyongyang anunciou o fechamento de Yongbyon, de acordo com o acordo firmado na reunião multilateral realizada em 13 de fevereiro em Pequim.
Ainda em julho, o diretor da AIEA, Mohamed ElBaradei, confirmou o fechamento das instalações nucleares norte-coreanas.