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Coréia do Norte começa a desativar programa nuclear

Por Arquivo Geral 05/11/2007 12h00

A Coréia do Norte iniciou hoje o processo de inutilização das três principais instalações de Yongbyon, dosage o maior complexo nuclear do país, viagra um passo fundamental para a desnuclearização total do país.

Segundo a agência de notícias sul-coreana “Yonhap”, o objetivo da nova fase é fechar uma fábrica de produção de combustível nuclear, outra de material reciclado e um reator de 5 megawatts, e extrair as 8 mil barras de plutônio armazenadas nas instalações, semelhantes às usadas no primeiro teste nuclear de Pyongyang, em outubro de 2006.

As medidas seguem o estipulado em 3 de outubro em Pequim durante as negociações de seis lados entre as duas Coréias, Estados Unidos, China, Japão e Rússia.

Caso se cumpra o calendário oficial, a desativação deve terminar no fim do ano e dar lugar à etapa de desmantelamento, um processo que tornaria a inutilização “irreversível”, disse no sábado o negociador americano Christopher Hill.

No entanto, a Coréia do Norte condicionará a segunda fase do processo à sua retirada da lista dos EUA para “países patrocinadores do terrorismo”, segundo analistas sul-coreanos.

O final da desativação deve coincidir também com a entrega de uma listagem detalhada de todo o programa nuclear da Coréia do Norte.

Após a extração do plutônio, que pode levar até seis semanas, as barras de combustível serão guardadas de forma temporária enquanto se decide o que fazer com elas, informou a “Yonhap”.

O debate sobre seu destino final só ocorrerá na fase definitiva da desnuclearização, na qual se decidirá o destino das armas nucleares e do plutônio da Coréia do Norte.

A fase atual é dirigida por uma equipe de técnicos dos EUA que chegou na semana passada a Pyongyang e que no domingo seguiu para Yongbyon, a 90 quilômetros da capital norte-coreana.

O ministro do Exterior da Coréia do Sul, Song Min-soon, deve se reunir na quarta-feira em Washington com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, para abordar a situação atual do processo de desnuclearização do país e definir os seguintes movimentos.

O ministro destacou no domingo que o desejo de todos os países que participam das negociações é que a desativação das instalações norte-coreanas seja realizada sem surpresas.

No entanto, vários meios de comunicação sul-coreanos duvidam da possibilidade de se obter resultados tangíveis no encontro.

Por um lado, parece improvável a realização de uma reunião de ministros do Exterior dos seis países envolvidos no processo de desnuclearização antes do fim de 2007.

O máximo negociador sul-coreano no diálogo nuclear, Chun Yung-woo, ressaltou que ainda não está marcada a data do encontro de ministros dos países-membros do diálogo nuclear.

Por outro, porque não parece viável antes de 2008 uma reunião entre as duas Coréias e seus respectivos aliados durante a guerra, China e EUA, para debater o tratado de paz na península.

A realização do encontro está ligada ao êxito da fase de inabilitação e da declaração detalhada do programa nuclear feita pela Coréia do Norte.

No entanto, o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, se mostrou favorável ao desenvolvimento de forma paralela dos processos de desnuclearização e de estabelecimento da paz na península.

Por outro lado, a Coréia do Sul possui 26 reatores nucleares em operação ou construção, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).






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