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Mundo

Contribuintes americanos protestam contra plano de resgate dos bancos

Arquivo Geral

25/09/2008 0h00

Pelo menos 150 protestos foram convocados nos Estados Unidos em rejeição ao plano de resgate dos bancos, price contra o qual a população também se mobilizou enviando milhares de e-mails aos congressistas.

Em Nova York, and um grupo prevê cobrir hoje de lixo uma escultura de bronze de um touro perto de Wall Street, viagra sale a qual se transformou em uma representação visual do dinamismo dos mercados quando a economia estava crescendo.

A ação simboliza a irritação de muitos cidadãos comuns pelo desastre causado pelos magnatas financeiros do país e reflete a falta de vontade que têm de colocar sobre a mesa US$ 700 bilhões de dinheiro público para resgatar entidades financeiras, como propõe o plano do Governo.

As manifestações realizadas até agora, a maioria convocada por grupos de esquerda, não foram muito grandes.

No entanto, é possível que a participação aumente se for confirmado o acordo anunciado hoje pelo democrata Christopher Dodd, presidente do Comitê de Bancos do Senado, sobre os princípios do plano de resgate financeiro que o Governo negocia com o Congresso.

Enquanto isso, a população não esconde sua irritação.

“Meus telefones tocam sem parar e são quase 100 (ligações) a uma sobre isso”, disse hoje o senador republicano Jim DeMint, da Carolina do Sul, em entrevista ao canal de televisão “Fox News”.

“As pessoas que pagaram suas contas e trabalharam duramente acreditam que não deveriam ser punidas pelo que outros fizeram”, acrescentou.

Da mesma forma, o congressista do Colorado Doug Lamborn disse que 96% dos 500 e-mails que recebeu de seu distrito foram para se queixar do pacote de resgate.

Os legisladores democratas sentiram a mesma resposta. A senadora Barbara Boxer, da Califórnia, recebeu quase 17 mil e-mails, praticamente todos contra o pacote, segundo disse seu escritório ao jornal “The New York Times”.

Já o congressista Jim Mcdermott, do estado de Washington, teve a mesma experiência. “As pessoas dizem: Proteja-nos, e não Wall Street”, disse Lambert.

Ele destacou que uma das cláusulas que têm que aparecer no projeto de lei é um limite aos salários dos diretores de empresas que se beneficiem da ajuda.

“No Japão, eles teriam se suicidado”, ressaltou Mcdermott.

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