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Continuam os trabalhos de resgate na Guatemala e aumenta número de vítimas

Arquivo Geral

06/09/2010 22h39

Dezenas de bombeiros e membros do Exército retomaram hoje os trabalhos de resgate dos mineradores soterrados no sábado em um desmoronamento sobre a estrada Interamericana da Guatemala, enquanto as autoridades já elevam para 45 o número de mortos em acidentes provocados pelas chuvas.

 

A Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred) informou hoje, em seu último boletim, que 15 pessoas permanecem soterradas desde sábado entre toneladas de lodo e rochas no quilômetro 171 da estrada Interamericana, no departamento ocidental de Totonicapan.

 

As barreiras caíram sobre dezenas de moradores que colaboravam com os socorristas no resgate de várias pessoas que haviam ficado soterradas em um primeiro desmoronamento registrado horas antes.

 

A Conred situou em 45 o número parcial de mortos como consequência dos acidentes causados pelas chuvas que desde quinta-feira passada castigam o país centro-americano.

 

O órgão, além disso, cifrou em 55 o número de feridos; 254 os desabrigados; e em 43 mil o número de pessoas que se encontram em situação de risco.

 

O chefe do Sistema de Comando de Resgates da Conred, Carlos Rodríguez, disse à imprensa que, “devido ao perigo do terreno”, pediu-se aos moradores que não colaborem com os socorristas e se afastem da área acidentada para evitar novos desastres.

 

Nas últimas 48 horas, as autoridades de Defesa Civil evacuaram 11.495 pessoas para lugares seguros, enquanto 9.303 foram levadas a 94 abrigos temporários.

 

Em declarações a uma emissora local, o presidente guatemalteco, Álvaro Colom, fez um apelo pela unidade dos guatemaltecos, lhes pediu para atender as recomendações das autoridades e solicitou ao Parlamento que aprove uma ampliação do orçamento no valor de 1,3 bilhão de quetzais (US$ 163 milhões) para enfrentar a emergência.

 

A deputada Roxana Baldetti, líder do bloco legislativo do Partido Patriótico (PP), principal opositor do Governo, afirmou que seus correligionários darão apoio ao pedido de Colom. No entanto, ela frisou que haverá fiscalização para que os recursos aprovados sejam usados exclusivamente ao atendimento dos desabrigados e para reconstruir a infraestrutura danificada pelas chuvas.

 

“Nesta semana, será aprovada a ampliação orçamentária, mas colocaremos ‘cadeados’ para que os fundos não sejam utilizados em outros assuntos que não os indicados”, assinalou Roxana.

 

Alfredo Cóbar, da unidade de Conservação Viária do Ministério de Comunicações, disse que os deslizamentos de terra deixaram pelo menos 176 pontos críticos nas estradas de toda a Guatemala, que afetam o trânsito de pessoas e produtos.

 

O funcionário advertiu que as estradas representam “um grande perigo” porque muitas montanhas estão saturadas de água e não descartaram que novos deslizamentos podem ocorrer.

 

Colom quantificou os danos materiais provocados pelas chuvas dos últimos dias entre US$ 375 milhões e US$ 500 milhões.

 

Esse número, indicou o líder, deve se somar aos US$ 975 milhões de prejuízo em infraestrutura, moradia e plantações agrícolas pela erupção do vulcão Pacaya, no final de maio passado, e pela tempestade tropical “Agatha”, que atingiu o país em junho.

 

O líder ressaltou que os Governos dos Estados Unidos e da Espanha ofereceram ajuda de emergência para enviar alimentos e água potável às comunidades do litoral sul do país que continuam alagadas pela cheia de vários rios.

 

O Instituto Nacional de Meteorologia informou hoje que, nas próximas 48 horas, as chuvas serão normais, mas anunciou que entre quarta e quinta-feira o país será afetado por um novo sistema de baixa pressão.

 

Segundo o Instituto, a quantidade de chuvas que caíram na Guatemala ao longo de 2010 superou a média dos últimos 60 anos.

 

Com as vítimas registradas no fim de semana, totalizam 225 as pessoas que morreram por causa das chuvas na Guatemala ao longo deste ano, 165 delas durante a tempestade tropical “Agatha”. 

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