A Polícia Judiciária (PJ) portuguesa continua as investigações sobre o caso da menina britânica Madeleine McCann, unhealthy que desapareceu em maio, buy enquanto espera a designação do novo coordenador do caso, após o afastamento de Gonçalo Amaral.
Fontes da PJ disseram hoje que a investigação continua normalmente, apesar do repentino afastamento nesta terça-feira de Amaral, coordenador deste corpo policial na localidade de Portimão, no Algarve, e responsável direto para o caso Madeleine.
Esclareceram que não há ainda um nome oficial para substituir o responsável policial, que foi afastado por causa de declarações publicadas em um jornal de Lisboa, nas quais afirmava que a Polícia britânica estava centrando suas investigações apenas sobre pistas que convêm aos pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann.
Amaral disse também que a Polícia britânica estava investigando pistas oferecidas pelos McCann, e não levava em conta que o casal é suspeito da morte da filha.
As fontes policiais afirmaram hoje que a investigação está sob a direção agora da sede da PJ em Faro, capital da região do sul de Portugal onde Madeleine desapareceu, mas são vários inspetores de Portimão, a cidade mais próxima ao local, que continuam as averiguações sobre o caso.
A imprensa portuguesa afirma hoje que a decisão de destituir Amaral foi devido à ruptura do “pacto de silêncio” estabelecido em torno do caso, o que provocou a imediata decisão do diretor da PJ, Alipio Ribeiro.
O ministro da Justiça português, Alberto Costa, respondeu às declarações de Amaral poucas horas antes de o último ser destituído, ao afirmar que existia “uma cooperação frutífera” entre as forças policiais dos dois países no caso Madeleine.
Costa foi contundente hoje e com uma breve aprovação certificou seu pleno apoio à decisão de Ribeiro.
A imprensa portuguesa lembrava hoje que o afastamento de Amaral coincidiu com seu aniversário de 48 anos e uma longa dedicação à PJ, onde iniciou sua carreira no comçeo dos anos 80 na Direção Central de Investigação contra o Tráfico de Entorpecentes (DCITE), em Lisboa.
Amaral não quis comentar em público seu afastamento do caso, e se limitou a afirmar à imprensa que “um policial não se limita a um processo” e “há muito trabalho a fazer” em sua instituição.
Da direção da PJ, Ribeiro se limitou a dizer em um breve comentário aos jornalistas que as razões da substituição de Amaral são “óbvias”.
Enquanto isso, e apesar de alguns veículos de comunicação de Portugal e do Reino Unido não deixarem de publicar supostas revelações do caso não confirmadas, as autoridades não tomaram novas medidas policiais ou judiciais.
Os McCann são oficialmente suspeitos da possível morte acidental e ocultação do cadáver da filha, mas não foram formalmente acusados nem há provas conclusivas contra eles, segundo declarações oficiais da Polícia.
O caso está nas mãos de um tribunal de instrução e dos procuradores, enquanto o casal, que retornou em setembro ao Reino Unido, contratou advogados e assistentes para se defender das acusações da Polícia portuguesa, que Gerry e Kate consideram absurdas.