O bloco curdo do conselho local de Kirkuk pediu hoje que essa cidade do norte do Iraque seja incorporada à região autônoma do Curdistão, remedy em um momento no qual o futuro da localidade voltou a gerar polêmica entre os partidos iraquianos.
O presidente da Câmara de Kirkuk, Rizgar Ali, disse à Agência Efe que os membros curdos da Prefeitura pediram uma sessão extraordinária do plenário para tratar sobre a incorporação da cidade, situada 250 quilômetros ao norte de Bagdá, à região autônoma do Curdistão.
A etnia curda conta com 26 dos 41 assentos do plenário consistorial, dos quais 24 votaram a favor desta proposta.
Rizgar afirmou que a reivindicação é “legal e constitucional”, já que se baseia no artigo 140 da Constituição iraquiana.
O texto estabelece, entre outras coisas, a realização de um plebiscito -que deveria ser feito até o final do ano- para determinar o estatuto definitivo de Kirkuk.
O referendo também deve definir se a cidade continua sob a administração do Governo central de Bagdá ou passa a estar controlada pelo Governo Autônomo do Curdistão.
No dia 22 deste mês, o Parlamento iraquiano aprovou a lei para as eleições dos conselhos provinciais, que, caso entre em vigor, afetaria a data do plebiscito desta localidade petrolífera e multiétnica, e seu futuro estatuto.
O texto foi votado pela Câmara apesar do boicote curdo, mas ainda não foi ratificado pelo Conselho Presidencial do Iraque, que o considera inconstitucional.