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Mundo

Conselho de Segurança vai reavaliar crise na Síria

Arquivo Geral

10/08/2011 0h00

 

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se prepara para analisar novamente na quarta-feira a situação da Síria, que nesta terça viveu uma nova jornada de repressão, uma semana após seus membros condenarem pela primeira vez a violência exercida por Damasco sobre os manifestantes.

 

 

Enquanto continua a atuação das forças de segurança sírias contra as regiões que se tornaram palco de protestos da população, o principal órgão internacional de segurança receberá nesta quarta-feira o relatório que pediu para secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, sobre a situação no país árabe.

 

 

Os membros do Conselho estão cientes de que o relatório não dará boas notícias, disse à Agência Efe fontes diplomáticas, já que nos últimos eventos ocorridos na Síria, 30 pessoas morreram após disparos do Exército, entre elas, oito crianças.

 

 

Além disso, o presidente sírio, Bashar al Assad, continua justificando a repressão contra os civis acusando homens armados de estarem por trás dos protestos realizados no país contra seu regime há vários meses.

 

 

Segundo fontes diplomáticas, a comunidade internacional pede há muito tempo ao Al-Assad para deter a repressão, mas a situação não melhora em absoluto.

 

 

“Vamos passo a passo. Há uma semana conseguimos abrir uma porta com a condenação à violência e agora é preciso mantê-la aberta. É preciso ouvir a opinião de todos os membros ao perceberem que a situação não melhorou de forma alguma e que as autoridades não fizeram nada para mudar”, acrescentaram.

 

 

As mesmas fontes indicaram que, apesar de amanhã se tratar de uma reunião regular da qual não esperam ações concretas, existe uma expectativa no Conselho de Segurança de ouvir a opinião dos membros que se opuseram a condenar Damasco, e que agora essa condenação chegou às monarquias do Golfo Pérsico e até a Turquia se posicionou.

 

 

A Rússia e a China, apoiadas pela Índia, Brasil e África do Sul, se opuseram repetidamente a que o Conselho de Segurança emitisse uma condenação a Damasco, como queriam os membros europeus e os Estados Unidos. Estes finalmente confirmaram sua posição no dia 3 de agosto, quando anuíram uma declaração presidencial contra o regime de Al-Assad.

 

 

O texto, que não recebeu a categoria de resolução e que não incluiu nenhum tipo de sanções, condenou “as violações generalizadas dos direitos humanos e o uso da força contra os civis por parte das autoridades sírias” e pediu uma cessação imediata da violência.

 

 

A organização Human Rights Watch (HRW) pediu nesta terça-feira ao Conselho de Segurança que nesta quarta aumente as pressões sobre Damasco para que cumpra os pedidos da ONU e a cessação dos ataques contra os manifestantes pacíficos, assinalaram seus responsáveis em comunicado no qual pedem “novas medidas” caso Al-Assad não ceda.

 

 

“O Conselho de Segurança deveria considerar aplicar sanções sobre os indivíduos responsáveis pela violência, assim como um embargo de armas”, detalhou a organização, que espera que o principal órgão de decisão da ONU mantenha a Síria em sua agenda.

 

 

A Síria se tornou pauta das reuniões do Conselho de Segurança há meses devido à pressão europeia para conseguir uma condenação. Contudo, o órgão tem encontrado dificuldades em arremeter contra Al-Assad por conta do papel estratégico que alguns de seus membros jogam ainda na região e as reservas de outras nações para que não se repita a situação que vive a Líbia. 

 

 

 

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