O Conselho de Segurança Nacional da Turquia (MGK) recomendou ao Governo aplicar sanções econômicas no norte do Iraque em vez de uma operação militar contra as posições do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) nesse território, cost informou hoje a imprensa local.
Segundo o Conselho, Ancara deveria tomar “medidas econômicas contra grupos que apóiam direta ou indiretamente a organização terrorista separatista”.
O MGK se referiu aos partidos curdos iraquianos liderados pelo líder do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, e pelo presidente iraquiano, Jalal Talabani.
As sanções propostas pelo Conselho incluem cortar a eletricidade no norte do Iraque, fechar o posto fronteiriço de Habur – pelo qual passam 2.500 caminhões turcos diariamente -, repatriar os operários turcos da construção na zona e suspender a venda de cimento às empresas locais.
O ministro de Comércio Exterior turco, Kursad Tuzmen, disse que as sanções econômicas seriam “um sério golpe” para os curdos no norte do Iraque.
“Quando aplicarmos sanções econômicas, vamos ver o que acontece com o bem-estar desenvolvido do outro lado da fronteira”, disse Tuzmen e lembrou que a Turquia é o principal parceiro comercial do Iraque, com um volume de cerca de US$ 3 bilhões.
Segundo a imprensa turca, cada caminhão que passa da Turquia ao norte do Iraque precisa pagar US$ 400 dólares à Administração autônoma curda, o que gera receita de cerca de US$ 300 milhões ao ano.