Menu
Mundo

Conselho de Segurança debate nova resolução sobre programa nuclear do Irã

Arquivo Geral

26/09/2008 0h00

O Conselho de Segurança da ONU debaterá hoje uma nova resolução sobre a situação nuclear do Irã na qual se reafirmam as últimas três rodadas de sanções contra o país por seu programa nuclear, treat disse o ministro de Assuntos Exteriores britânico, ampoule David Miliband.

“Nós ministros estivemos conversando sobre a questão e vamos apresentar uma breve resolução que reafirma as três resoluções anteriores”, sobre o programa nuclear iraniano, disse Miliband.

As conversas que hoje o principal órgão das Nações Unidas manterá foram possibilitadas pelo acordo alcançado sobre a questão entre os Estados Unidos e a Rússia, que inicialmente se opunha a isso, e que tinham gerado divergências entre os países.

Miliband acrescentou que o projeto de resolução “também reafirmará a unidade dos Seis (cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha) e sua determinação de seguir conversando sobre os próximos passos a serem dados nesta matéria”.

O ministro de Exteriores britânico lembrou que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) advertiram recentemente de que não tinham recebido informação suficiente por parte de Teerã sobre o programa nuclear.

As potências ocidentais questionam há cinco anos a natureza do programa nuclear iraniano, pois suspeitam de que poderia ter, além do uso civil que Teerã afirma que tem exclusivamente, outro de caráter militar.

O chefe da diplomacia britânica disse esperar que “a resolução seja aprovada hoje mesmo” e que “o Governo do Irã se sente para negociar as ofertas substanciais” que colocaram sobre a mesa.

Miliband acrescentou que o projeto de resolução que hoje será analisado “afirma a unidade e mobiliza o apoio internacional para assegurar que se cumpre a legalidade internacional neste assunto”.

Os inspetores da AIEA querem esclarecer os supostos testes desenvolvidos por Teerã com explosivos de grande potência, que são necessários para gerar a reação em cadeia de uma explosão nuclear.

Sobre a questão, o Governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad acusou a documentação apresentada pelos Estados Unidos e por outros países à AIEA de ser falsa, algo que os inspetores tentam comprovar há vários meses, até agora em vão.

Até o momento, os técnicos iranianos instalaram cerca de 3.800 centrífugas para produzir urânio enriquecido a partir de hexafluoreto de urânio (UF6).

As diferenças entre Rússia e os aliados ocidentais provocaram hoje a estagnação das negociações no Conselho de Segurança da ONU sobre a possibilidade de impor uma nova rodada de sanções ao Irã por sua recusa em interromper o enriquecimento de urânio.

Durante sua estadia nas Nações Unidas esta semana, Ahmadinejad reiterou que o arquivo nuclear iraniano em a AIEA está fechado e atribuiu a continuação das investigações a manobras de “nações poderosas”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado