Menu
Mundo

Conselho de Segurança da ONU teme "nova guerra civil" na Costa do Marfim

Arquivo Geral

03/03/2011 18h15

O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta quinta-feira o temor de que a Costa do Marfim se encaminhe para uma nova “guerra civil”, após o notável aumento da violência política nos últimos dias no país africano.

Os 15 membros do principal órgão de segurança internacional pedem a todas as partes que “exerçam a maior contenção” para prevenir “o reatamento da guerra civil” e resolvam suas diferenças mediante o diálogo, disse seu presidente rotativo, o embaixador chinês Li Baodong.

Além disso, condenam as ameaças, os atos de violência e os impedimentos do trabalho da missão da ONU na Costa do Marfim (ONUCI) por parte das forças leais ao governante Laurent Gbagbo, enfrentado pela comunidade internacional por sua recusa a abandonar o poder.

Li Baodong indicou que os preocupa, particularmente, o aumento da violência registrado nos últimos dias, particularmente em Abidjan, onde ocorreram ataques à população civil.

Perante esta situação, reiteram seu apoio aos esforços da União Africana (UA) e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) para encontrar uma saída pacífica para o conflito entre Gbagbo e o líder opositor Alassane Ouattara, considerado pela comunidade internacional como ganhador das eleições.

O embaixador da Costa do Marfim perante a ONU, Youssouf Bamba, parte do Governo de Ouattara, considerou insuficiente a declaração do Conselho de Segurança e exigiu uma atuação “mais firme” da comunidade internacional em seu país.

“Estão assassinando as pessoas por sua etnia, matam estrangeiros e qualquer um que se oponha a Gbagbo. É inaceitável”, afirmou o representante diplomático, que acusou o governante marfinense de cometer “genocídio” em seu país.

Bamba pediu aos membros do Conselho de Segurança que “adaptem” o mandato da ONUCI à realidade em que vive a Costa do Marfim, onde o “Governo legítimo” se encontra há meses cercado em um hotel da capital.

Segundo ele, Gbagbo “tenta de todas as formas possíveis se armar” e deu credibilidade à denúncia de que teria recebido helicópteros de ataque da Bielorrússia, apesar de as Nações Unidas terem admitido na quarta-feira que esta informação não era correta.

A Costa do Marfim está à beira de uma guerra civil desde as passadas eleições presidenciais, pois Gbagbo não aceitou os resultados sancionados pela ONU que davam como ganhador o opositor Alassane Ouattara.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado