O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, que exerce a Presidência rotativa do Conselho, assegurou que os 15 integrantes do órgão acordaram hoje reafirmar a declaração feita em 23 de junho, quando a violência exercida contra a oposição zimbabuana foi condenada por eles.
“O Conselho acordou que as condições para eleições justas e livres não existem e lamenta profundamente que o pleito tenha acontecido sob estas circunstâncias”, disse Khalilzad na saída de uma reunião do órgão.
Khalilzad afirmou ainda que Washington já iniciou contatos com outros países-membros do Conselho para redigir uma resolução com sanções específicas contra o Governo do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, caso “as condições sigam iguais”.
“As eleições foram uma farsa, não existiram as condições para que fossem livres e justas. Foi um ato atrevido do presidente Mugabe”, comentou.
A baixa participação de eleitores e o assédio à população por parte do Governo caracterizaram o segundo turno do pleito presidencial realizado hoje no Zimbábue.
Mugabe participou sozinho destas eleições, já que seu adversário, Morgan Tsvangirai, abandonou o pleito alegando que os governistas estariam realizando uma violenta campanha de intimidação contra a oposição.