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Mundo

Conselho de Segurança da ONU felicita Iêmen por eleições pacíficas

Arquivo Geral

22/02/2012 18h13

O Conselho de Segurança das Nações Unidas felicitou nesta quarta-feira o povo do Iêmen pela “maneira pacífica” como realizaram as eleições presidenciais e pelos “encorajadores” níveis de participação registrados, enquanto pediu aos iemenitas que continuem com o processo de transição.

 

“Os membros do Conselho de Segurança ressaltam que estas eleições são um passo importante na implementação do plano de transição política que acordaram os principais partidos do Iêmen”, disseram em comunicado os 15 membros do principal órgão internacional de segurança.

 

O Conselho de Segurança elogiou que não foram registrados enfrentamentos violentos e destacou os altos níveis de participação, enquanto pediu a todas as partes no Iêmen “que trabalhem unidas com um forte apoio internacional para continuar com a transição”.

 

“O objetivo é conseguir a unidade e a segurança no Iêmen”, lembrou o principal órgão de decisão da ONU, para quem agora é necessário trabalhar em “um completo diálogo nacional sem exclusões e na revisão constitucional”.

 

Além disso, ele lembrou a todas as partes que é preciso elaborar “um programa de reformas para dar resposta aos profundos desafios econômicos, humanitários e em matéria de segurança que o Iêmen enfrenta atualmente”.

 

Os membros do Conselho de Segurança, que este mês é presidido pelo Togo, reafirmaram no mesmo comunicado seu “sólido compromisso” com “a unidade, a soberania, a independência e a integridade territorial” do país árabe.

 

O Iêmen realizou na terça-feira eleições presidenciais, que fazem parte do plano de transição elaborado pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) assinado pelo presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, para pôr fim a seu mandato de mais de 33 anos após meses de protestos.

 

O vice-presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi concorreu como único candidato, e segundo fontes eleitorais, os resultados das eleições podem ser anunciados dentro de três dias.

 

Segundo a iniciativa do CGC, Hadi ocupará a Presidência interinamente por dois anos, quando deverá modificar a Constituição e realizar eleições gerais para escolher um novo Parlamento e Chefe de Estado.

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