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Confrontos entre Tailândia e Camboja deixam 12 mortos

As autoridades do Camboja afirmaram que soldados tailandeses abriram fogo primeiro contra tropas do país no templo de Prasat Ta Muen Thom, local reivindicado por ambas as nações

Redação Jornal de Brasília

24/07/2025 21h55

bombeiros atuam para extinguir incendio em meio ao confronto na regiao de fronteira entre tailandia e camboja 70ff86ef2b

Foto; Reprodução

Bangcoc, 24 – Soldados da Tailândia e do Camboja entraram nesta quinta-feira, 24, em confronto em diversos pontos da fronteira disputada entre os dois países. Segundo autoridades tailandesas, 11 civis e um soldado morreram.

Ambos os governos se acusaram de atacar primeiro. O exército tailandês disse que o Camboja disparou foguetes contra áreas civis em quatro províncias, levando Bangcoc a atacar com caças F-16 e drones alvos no Camboja e ordenar o deslocamento de civis de regiões de fronteira.

As autoridades do Camboja afirmaram que soldados tailandeses abriram fogo primeiro contra tropas do país no templo de Prasat Ta Muen Thom, local reivindicado por ambas as nações. As forças cambojanas revidaram cerca de 15 minutos depois.

Morte

As tensões começaram em maio após a morte de um soldado cambojano em um confronto na fronteira. A disputa escalou na quarta-feira, quando um soldado tailandês perdeu a perna em uma explosão de mina terrestre. A Tailândia expulsou o embaixador do Camboja e retirou o seu embaixador do país vizinho.

Autoridades tailandesas alegaram que as minas, de fabricação russa, foram recentemente colocadas em locais que ambas as partes haviam concordado que deveriam ser seguros. O Camboja chamou a versão tailandesa de “acusações infundadas”, dizendo que muitas minas não detonadas e outras munições são um legado de guerras do século 20.

Os dois vizinhos do Sudeste Asiático têm disputas de fronteira de longa data que periodicamente escalam e, geralmente, resultam em confrontos que envolvem trocas de tiros.

Em 2011, uma semana de confronto entre os dois países deixou 15 mortos, incluindo civis, e fez com que milhares de pessoas se deslocassem. Segundo o porta-voz do Ministério da Defesa da Tailândia, Surasant Kongsiri, os exércitos dos dois países estavam em confronto em seis áreas ao longo da fronteira.

Crise política

O confronto com o Camboja mergulhou a Tailândia em uma crise política. No começo de julho, o Tribunal Constitucional suspendeu a primeira-ministra, Paetongtarn Shinawatra, em meio uma investigação ética de que ela teria sido excessivamente deferente a um oficial cambojano durante discussões sobre o conflito.

As rusgas entre Tailândia e Camboja podem ser uma abertura diplomática para a China, que tem aumentado sua influência econômica e política em ambos os países, no momento em que governos do Sudeste Asiático estão se tornando cada vez mais cautelosos em relação aos EUA. Os chineses são os maiores parceiros comerciais de ambos os países, investiram pesadamente em infraestrutura e disseram estar trabalhando para facilitar o diálogo. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Estadão Conteúdo

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