Pelo menos cem pessoas morreram desde a última segunda-feira em conflitos armados entre clãs em uma província da região autônoma do sul do Sudão, que declarará sua independência no dia 9 de julho, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.
O governador da cidade de Rembik, David Marial Qoumky, declarou à rádio das Nações Unidas em Cartum que pelo menos 71 pessoas morreram há dois dias durante enfrentamentos na província de Al Bahirat, depois que integrantes de um clã atacaram outro para roubar gado. Os confrontos ainda deixaram 36 pessoas feridas.
Por sua vez, o Exército do Sul acusou uma milícia, liderada pelo ex-oficial Peter Qadit, de assassinar 29 pessoas, entre elas alguns policiais, em um assalto nesta quarta na província petrolífera de Al Wahda, também para roubar gado.
Relatórios da ONU indicam que mais de 1,5 mil pessoas morreram desde o começo do ano em ataques e conflitos no sul, região que foi palco de choques entre sete grupos armados e as tropas locais, além de combates tribais originados pelo roubo de gado em nove de suas dez províncias.
Por outro lado, o Governo do sul e uma milícia rebelde assinaram recentemente um acordo de cessar-fogo na província de Yongeli, uma das mais afetadas pelos conflitos armados.