Pelo menos 15 militantes da rede terrorista Al Qaeda e dez soldados iemenitas morreram neste domingo em confrontos nas cercanias de uma base militar na cidade de Zinyibar, no sul do Iêmen, segundo fontes militares.
As fontes explicaram que outros 12 soldados e 20 militantes da Al Qaeda ficaram feridos nos choques, que começaram nesta madrugada e ainda continuam.
A província meridional de Abyan e sua capital, Zinyibar, são palco há mais de um mês de violentos enfrentamentos entre o Exército e os militantes do grupo terrorista, que controlam a cidade desde o dia 27 de maio.
As fontes disseram ainda que o Exército deve intensificar nos próximos dias suas operações militares em Zinyibar com o objetivo de libertar a cidade do controle da Al Qaeda.
Desde finais de maio, as autoridades iemenitas lançaram uma campanha militar para libertar Zinyibar dos terroristas, mas o objetivo real desta operação é posto em dúvida por alguns militares desertores do regime iemenita.
Neste sábado, um grupo desses militares acusou o regime do presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, de apoiar a rede terrorista Al Qaeda em seu objetivo de controlar a província de Abyan.
Em comunicado, o escritório de informação dessas forças do Exército iemenita que apoiam a revolta contra Saleh, iniciada em 27 de janeiro passado, afirmaram que esta ajuda à Al Qaeda representa “um crime e uma conspiração contra a pátria”.
A batalha contra a Al Qaeda, na qual já morreram dezenas de militantes do grupo terrorista e soldados, coincide com os protestos que pedem a queda do regime de Saleh, que se encontra na Arábia Saudita desde o início de junho após ser ferido em um atentado.
A Al Qaeda conta com campos de treinamento no Iêmen, segundo as autoridades iemenitas e americanas. Acredita-se que centenas de membros do grupo estejam escondidos no sul do país.