Pelo menos seis pessoas morreram neste sábado e 75 ficaram feridas em um confronto armado entre cristãos e muçulmanos no Cairo, informaram à Agência Efe fontes dos serviços de segurança.
O enfrentamento, no qual foram usadas armas de fogo e coquetéis molotov, ocorreu no bairro de Imbaba quando os muçulmanos, da corrente salafi, tentaram entrar em uma igreja copta, onde achavam que os cristãos mantinham presa uma jovem que havia se convertido ao Islã.
As fontes não especificaram a qual crença pertencem os mortos e assinalaram que, entre os feridos, há três em estado grave de saúde.
As Forças Armadas egípcias, que governam o país desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro, tiveram de intervir no confronto com materiais antidistúrbios para dispersar os grupos.
O salafismo é uma das correntes mais rigorosas do Islã e vem ganhando cada vez mais seguidores no Egito, enquanto os cristãos egípcios, majoritariamente coptas, representam 10% da população do país, estimada em 75 milhões de habitantes.
Periodicamente há choques armados entre cristãos e muçulmanos no Egito por razões religiosas, especialmente no sul do país, mas começam a ser mais frequentes na capital.
Ali Gomaa, o grão-mufti do Egito, autoridade máxima do Islã no país, pediu a união entre cristãos e muçulmanos e fez um apelo para que se evitem tentações de usar a violência para resolver disputas religiosas.
Em declarações reproduzidas pela edição digital do diário “Al-Ahram”, Gomaa também exigiu que o respeito ao estado de direito e à ordem pública e pediu às autoridades militares que adotem as medidas necessárias para evitar choques como o desta noite