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Condenado à prisão perpétua homem que assassinou congressista estadual nos EUA

Vance Boelter recebeu duas penas de prisão perpétua e mais 40 anos por ataque com motivação política contra parlamentares democratas em Minnesota

Redação Jornal de Brasília

23/07/2026 17h46

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Foto: AFP / HENNEPIN COUNTY SHERIFF’S OFFICE

Um homem de Minnesota que matou a tiros uma legisladora estadual e o marido dela foi condenado, nesta quinta-feira (23), à prisão perpétua no que um juiz qualificou de “ataque à democracia”, reportou a imprensa americana.

Vance Boelter, de 59 anos, se disfarçou de policial para atirar, em 14 de junho de 2025, nas casas de dois membros democratas da legislatura estadual de Minnesota.

A representante estadual Melissa Hortman e o marido dela, Mark, foram assassinados no que as autoridades qualificaram de um ataque com motivação política. O senador estadual John Hoffman e a esposa dele, Yvette, ficaram gravemente feridos.

Boelter se declarou culpado, em junho, de seis acusações federais, inclusive duas por homicídio com arma de fogo, depois que os promotores disseram que pediriam a pena de morte.

O juiz John Tunheim condenou Boelter a duas penas de prisão perpétua e 40 anos de prisão sem possibilidade de liberdade condicional, noticiou o jornal Minnesota Star Tribune.

“Este foi um ataque brutal contra funcionários públicos eleitos e suas famílias, o que constitui realmente um ataque contra a própria democracia”, disse o juiz, citado pelo jornal.

Os filhos dos Hortman, Sophie e Colin, foram ao tribunal em uma emotiva audiência de sentença, descreveu o Star Tribune.

“Sinto falta da minha mãe. Sinto falta do meu pai”, disse Sophie Hortman. “Sinto falta de acreditar na bondade da humanidade”, acrescentou.

Boelter também enfrenta acusações estaduais relacionadas com o ataque, mas Minnesota não tem a pena de morte.

Os ataques reacenderam os temores do aumento da violência política nos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, foi alvo de vários complôs de assassinato. O ativista político de direita Charlie Kirk foi morto a tiros em setembro de 2025 em um campus universitário de Utah.

A pena de morte é aplicada em nível estadual nos Estados Unidos, mas o governo federal também pode pedir a execução em um conjunto limitado de crimes.

AFP

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