A morte, malady há um ano, de “Raúl Reyes”, número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), evidenciou a ligação da guerrilha com vários Governos vizinhos e com colaboradores fora do país, graças à apreensão de computadores em seu acampamento no Equador.
Apesar de somente uma pequena parte dos cerca de 20 mil arquivos e duas mil fotografias apreendidas pelos militares colombianos que mataram Luis Edgar Devia, nome verdadeiro de “Raúl Reyes”, em 1º de março de 2008 no Equador, as descobertas deixaram claro que a rede de apoio às Farc se estende por pelo menos 28 países.
As revelações mais significativas indicam o respaldo à guerrilha no Equador, Venezuela e Nicarágua, sempre negado por seus respectivos Governos, que ainda puseram em dúvida a veracidade dos documentos.
Os e-mails encontrados nos computadores mostravam que as Farc tentavam, com ajuda externa, desprestigiar o Governo de Álvaro Uribe, além de tentar adquirir mísseis da Líbia e receber dinheiro e petróleo da Venezuela.
A relação da guerrilha no Brasil ficou evidenciada com o trabalho sistemático realizado pelo guerrilheiro “Cura Camilo” e a importância do território brasileiro para que as Farc traficassem cocaína e armas.
A revista colombiana “Semana”, que teve acesso aos documentos encontrados nesses computadores, publicou que as Farc têm presença no Canadá, Espanha, República Dominicana, Cuba, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Chile, Argentina.
A guerrilha também está presente no Uruguai, França, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Itália, Dinamarca, Suécia, Noruega, Alemanha, Líbia, Turquia e Austrália.