A informação localizada nos computadores do chefe militar das Forçar Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), “Mono Jojoy”, morto pelo Exército colombiano, permitiram descobrir um plano de atentado com carro-bomba contra algumas autoridades de Bogotá, como o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.
O ministro de Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, confirmou nesta quinta-feira em entrevista coletiva que durante a Operação Grécia conseguiram deter a rebelde Luz Delia Hincapié, conhecido como “La Mona”, e confiscaram explosivos no sul de Bogotá.
“Identificamos um plano terrorista das Farc para atentar com carro-bomba em Bogotá, que estava praticamente pronto”, disse.
Rivera indicou que a operação policial foi possível graças à informação identificada nos computadores de Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como “Jorge Briceño” ou “Mono Jojoy”, número dois das Farc morto em 22 de setembro no sul da Colômbia.
Além disso, indicou que o plano incluía autoridades, como o presidente Santos, o ex-líder Álvaro Uribe, chefes da Polícia e do Exército.
“Em poder das autoridades está a lista com os alvos e outros atentados previstos para Bogotá, que ‘Mono Jojoy’ havia ordenado a preparação”, detalhou.
O ministro indicou foram reforçadas as medidas de segurança para as pessoas que estão incluídas na lista de alvos das Farc e impedir “que os terroristas atuem”.
Descartou que nessa lista estejam algumas delegações diplomáticas credenciadas em Bogotá.
O veículo carregado com 10 quilos de explosivos foi encontrado no bairro Gustavo Restrepo, no sul de Bogotá, e se tivesse explodido teria ocasionado “danos superiores” ao carro-bomba de 12 de agosto no norte de Bogotá, atribuído também às Farc.
Sobre a mulher capturada detalhou que ela fazia parte das milícias urbanas das Farc e participou de junho de 2001 na fuga de 98 presos de uma prisão no sul de Bogotá.