A companhia Chobu Electric Power, responsável pela usina nuclear de Hamaoka (centro do Japão), anunciou nesta sexta-feira (22) que planeja construir muro de 18 metros de altura para proteger a planta e prevenir danos em eventual grande tsunami.
A central de Hamaoka está paralisada desde maio por ordem do primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, por motivos de segurança após o acidente na planta de Fukushima Daiichi, gravemente danificada pelo tsunami de 11 de março.
Chobu Electric detalhou nesta sexta-feira que deve investir cerca de 884 milhões de euros para construir o grande muro, que terá 1,6 quilômetros de comprimento, para evitar que a central seja atingida por uma massa de água como ocorreu no grande terremoto.
A central de Hamaoka está em uma área sísmica que os analistas preveem que em algum momento deva ocorrer um tremor com magnitude próxima a 8 graus na escala aberta de Richter.
Por causa desse possível terremoto, Chobu planejava construir uma barreira de 12 metros de altura em frente à planta, embora após o ocorrido na de Fukushima tenha decidido aumentar para 18 metros a muralha.
A central de Fukushima Daiichi foi atingida em 11 de março por um tsunami com ondas de até 15 metros causadas pelo forte terremoto de 9 graus Richter que atingiu o nordeste do país.
A catástrofe paralisou o sistema de refrigeração dos reatores de Fukushima e suscitou uma crise nuclear, a mais grave em 25 anos, ainda aberta.
A planta de Hamaoka tem cinco reatores, dos quais dois estão fora de serviço e os outros três permanecem paralisados por ordem de Naoto Kan desde meados de maio, à espera do fortalecimento das medidas de prevenção de terremotos e tsunamis.
A central fica no litoral da cidade de Omaezaki atrás de dunas de areia de 10 a 15 metros de altura, por isso que inicialmente seus responsáveis não consideraram necessário construir uma barreira no mar.
Japão tem atualmente paralisados 70% de seus 54 reatores nucleares por questões de segurança e de manutenção, o que provocou uma situação de falta de energia diante do Governo pediu a empresas e cidadãos que economizem até 15% de eletricidade no verão.