Os comitês revolucionários líbios ameaçaram nesta sexta-feira os “grupinhos” que se manifestam contra o regime do país com uma “resposta violenta e fulminante” e advertiram que quem “ultrapassar” certos limites estará cometendo “suicídio”.
Os comitês revolucionários, que representam a espinha dorsal do poder líbio, afirmaram na edição digital de seu jornal “Azahf Al-Akhdar” que “a resposta do povo e das forças revolucionárias a toda aventura por parte desses grupinhos será violenta e fulminante”.
Segundo os comitês revolucionários, graças a Muammar Kadafi e à “revolução de 1969”, ano no qual o líder líbio chegou ao poder após um golpe de Estado, “aconteceram realizações gigantescas no país”.
“Ele é o único líder no mundo que recusou se transformar em presidente, rei ou imperador e deixou o poder total ao povo”, afirmaram.
Além disso, os comitês acusaram a rede de televisão “Al Jazeera” e os veículos de comunicação “vendidos” de “irem contracorrente”.
As autoridades líbias criticaram em várias ocasiões a “Al Jazeera” e outros canais árabes de televisão por satélite por divulgarem continuamente informações sobre as revoltas nos países da região, às quais tacham de “instrumento do imperialismo”.