O relator do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial da Organização das Nações Unidas pediu nesta quinta-feira ao Governo cubano que tome como exemplo os recentes eventos no mundo árabe para aplicar reformas democráticas na ilha.
O relator, Pastor Elías Murillo Martínez, disse que o ocorrido em países como Egito e Tunísia constitui “apesar das diferenças históricas e culturais, uma mensagem lançada a todos os Governos do mundo para que elejam o caminho da democracia”.
Murillo fez estas declarações durante seu discurso na sessão do Comitê que na quarta-feira e quinta-feira estudou o relatório da Cuba na Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial.
“Durante muito tempo, a comunidade internacional, ao mesmo tempo em que condenou o bloqueio contra Cuba, não deixou de esperar ansiosamente que o país se democratize”, assinalou o relator.
Em resposta a estas alegações, a delegação cubana, liderada pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Abelardo Moreno Fernández, declarou que “nos últimos 50 anos Cuba serviu de exemplo do que significa a promoção da democracia”.
“A crise dos partidos tradicionais provém do fato que esses partidos mantêm laços muito fortes com os grandes centros de poder e isso não é democracia”, insistiu a delegação cubana.
O Comitê emitirá suas conclusões sobre o relatório de Cuba no dia 11 de março.