A Comissão Eleitoral anunciou nesta quinta-feira que 13 candidatos poderão concorrer ao pleito presidencial egípcio, entre os quais o ex-secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, o dirigente da Irmandade Muçulmana Mohammed Mursi e o ex-primeiro-ministro Ahmad Shafiq.
Em entrevista coletiva, o presidente da Comissão Suprema Eleitoral Presidencial, Farouk Sultan, manifestou que as eleições ocorrerão na data prevista – primeiro turno, nos dias 23 e 24 de maio, e se for necessário segundo turno, nos dias 16 e 17 de junho. A campanha terá início em 30 de abril.
Sultan leu em voz alta a lista definitiva dos aspirantes, da qual foram descartados dez, entre eles o ex-vice-presidente Omar Suleiman, o salafista Hazem Abu Ismail e o outro candidato da Irmandade Muçulmana Khairat al Shater, por não cumprirem as condições para apresentarem-se.
Além de Moussa, Shafiq e Mursi, foram confirmadas as candidaturas do islamita moderado Abdul Moneim Abul Futuh, do líder do partido Al Karama (Dignidade), o nacionalista Hamden Sabahi; do pensador muçulmano Mohammad Salim al Awa; do socialista Abul Ezz al Hariri e do esquerdista Mohammed Abdel Fatah.
Figuram na lista o ex-diretor da Inteligência Ahmed Hossam khairallah, o ex-oficial de Polícia Mahmoud Hossam, o ex-diplomático e islamita Abdullah al Ashaal, o advogado trabalhista independente Khaled Ali e o juiz Hisham al-Bastawisi, apoiado pelo partido de esquerda Al Tagamo.