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‘Cometeram-se erros’, diz Trump quase um ano depois de tentativa de seu assassinato

Trump sofreu um ferimento na orelha após ser atingido de raspão por um disparo em julho de 2024, quando participava de um comício em Butler, Pensilvânia

Redação Jornal de Brasília

10/07/2025 23h27

us politics trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, chega para fazer um discurso marcando seu 100º dia no cargo no Macomb County Community College Sports Expo Center, em Warren, Michigan, em 29 de abril de 2025. Trump comemorou os primeiros 100 dias do que já é uma das presidências mais radicais e de longo alcance da história dos EUA, mas pesquisas mostram que os americanos estão ficando desencantados com a turbulência econômica e política. (Foto de Jim WATSON / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera que houve “erros”, mas está satisfeito com a investigação sobre a tentativa de seu assassinato há quase um ano, depois que o Serviço Secreto revelou nesta quinta-feira (10) medidas disciplinares contra seis de seus integrantes.

Trump sofreu um ferimento na orelha após ser atingido de raspão por um disparo em julho de 2024, quando participava de um comício em Butler, Pensilvânia. Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas na tentativa de assassinato do então candidato, antes que um franco-atirador abatesse o autor dos disparos, Thomas Crooks, de 20 anos.

Em trechos de uma entrevista concedida à sua nora Lara Trump na emissora Fox News que será exibida no sábado, o presidente republicano, de 79 anos, afirma que o Serviço Secreto — a agência responsável pela segurança de personalidades — “teve um dia ruim”.

“Cometeram-se erros. E isso não deveria ter acontecido”, declarou Trump na entrevista. Mencionou o fato de que Crooks pudesse ter acesso a um telhado e abrir fogo.

O franco-atirador “conseguiu atingi-lo a grande distância com um único tiro. Se ele não tivesse feito isso, a situação teria sido ainda pior”, comentou Trump.

“Ele se chama David e fez um trabalho fantástico”, afirmou, ao acrescentar que estava “satisfeito” com a investigação realizada sobre o ocorrido.

Em comunicado, o Serviço Secreto classificou de “tragédia” o ataque de 13 de julho de 2024 e reconheceu “uma falha operacional”.

A agência citou erros de comunicação, técnicos e humanos, e afirmou que está realizando reformas.

Seis funcionários não identificados foram sancionados com entre 10 e 42 dias de suspensão sem receber salário, segundo o Serviço Secreto. Todos eles foram designados a postos restritos ou não operacionais.

“A agência tomou diversas medidas para garantir que um incidente como este não se repita no futuro”, declarou o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, em comunicado.

Dois meses depois do ocorrido em Butler, as forças de segurança localizaram um rifle com a mira voltada para o campo de golfe onde Trump estava e prenderam um homem suspeito de querer assassinar o magnata republicano.

© Agence France-Presse

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