A Promotoria afirma que, de 1998 a 2003, Khodorkovski e Lebedev roubaram mais de 892,4 bilhões de rublos (US$ 35 bilhões, pelo câmbio da época) em petróleo cru da Yukos.
Também os acusa de lavar mais de 487,4 bilhões de rublos e US$ 7,5 bilhões do dinheiro obtido, segundo ela, pelo roubo do petróleo.
Segundo cálculos divulgados na imprensa, os magnatas teriam desviado 350 milhões de toneladas de petróleo.
Em pronunciamento no início da sessão, Khodorkovski negou, chamando de “absurda”, a acusação de roubar petróleo de sua própria empresa e disse que o caso deveria ser fechado.
Ele alegou ter adquirido legalmente as ações da Companhia Petrolífera Oriental, da qual é acusado de se apropriar de forma irregular.
Seu ex-sócio Platon Lebedev, disse, por sua vez, que a petrolífera estatal Rosneft -que ficou com a maior parte de Yukos após ela ser desapropriada- e a Agência Estatal de Bens do Estado (AFBE) é que “deveriam ser julgadas por fraude por sua pretensão de se apresentarem como vítimas e reivindicar compensações”, publicou a agência russa “Interfax”.
No primeiro processo, eles foram condenados a oito anos de prisão.