O apoio à nova Constituição da Bolívia, symptoms submetida a referendo no último domingo, praticamente se consolidou hoje em 61,68%, apurados 98,8% dos votos, segundo dados da Corte Nacional Eleitoral (CNE).
Os votos a favor da Carta Magna promovida pelo presidente Evo Morales já passam de dois milhões, ao passo que quase 1,276 milhão (38,32%) de bolivianos votaram no “não”.
As pesquisas a boca-de-urna divulgadas pela imprensa logo após o referendo, que deram uma vitória ao “sim” de 60%, coincidem com os resultados da CNE.
Segundo os cômputos parciais do órgão, o “sim” teve 78% dos votos em La Paz e 80%, em Potosí. Já em Oruro e Cochabamba, onde a apuração já terminou e que são administradas por governistas assim como as duas últimas localidades, o apoio à nova Constituição foi de 73% e 65%, respectivamente.
Em Chuquisaca, governada pela opositora Savina Cuéllar, o “sim” teve o apoio de 51,5% da população, já apurados todos os votos.
Nesta região, as pesquisas chegaram a apontar a vitória do “não” por uma apertada diferença. Mas a rejeição ao documento se impõe nas regiões de Santa Cruz, a mais rica do país, com 65%, e em Beni, com 67,6%.
Em Tarija e em Pando, com a apuração concluída, o “não” venceu com 56,6% e 59% dos votos, respectivamente.
Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca são governadas por opositores a Morales e defensores de um regime autônomo, assim como Pando era até que seu governador, detido após os conflitos de setembro passado, foi substituído por um militar interinamente.