A Colômbia pedirá ao presidente da França, generic Nicolas Sarkozy, que assista a um encontro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo colombiano para permitir a libertação dos reféns da guerrilha, informaram parlamentares hoje.
O alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, viajará hoje à França “para pedir ao presidente Sarkozy ou a um delegado seu que acompanhe” uma reunião com as Farc, disse o congressista Mauricio Lizcano.
Membro da Comissão de Paz da Câmara de Representantes do Congresso colombiano, Lizcano revelou a iniciativa após uma reunião com Restrepo e o presidente colombiano, Álvaro Uribe, na Casa de Nariño, sede do Executivo.
O presidente da Câmara de Representantes, Óscar Arboleda, informou que Uribe está disposto a aceitar que as Farc fixem condições para um encontro com ele próprio ou com Restrepo em algum lugar da Colômbia.
“O Governo, através do comissário de Paz e inclusive o próprio presidente, está disposto e disponível para um diálogo onde as Farc considerarem”, para encontrar fórmulas que conduzam à libertação de reféns.
Arboleda, membro da coalizão governista, explicou que essa reunião seria em um lugar estabelecido pela guerrilha em solo colombiano, mas que não exija nenhuma desmilitarização.
No sábado, Uribe e Sarkozy falaram por telefone. Eles concordaram sobre a urgência de encontrar “novas vias” para a libertação dos reféns e se comprometeram a trabalhar com urgência para alcançar esse objetivo.
Sarkozy expressou em várias ocasiões o interesse pela libertação dos seqüestrados pelas Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa e está em poder da guerrilha há quase seis anos.
No domingo, Restrepo tinha antecipado a continuação de negociações com o Governo da França e que buscavam alternativas para a libertação de seqüestrados, embora sem designar novos mediadores e que tudo seria realizado com muita “prudência”.
“O Governo francês e o presidente Sarkozy, mais que um facilitador ou um mediador, é nosso aliado na busca por uma solução humanitária”, comentou Restrepo na ocasião.
“Buscamos fórmulas e continuaremos fazendo com a França”; mas “queremos iniciar mecanismos eficazes” e “discretos”, acrescentou.
O alto comissário afirmou que trabalhará “para conseguir uma fórmula com as Farc sem entrar em uma dinâmica” que não convém e pediu “reserva” sobre a conversa de sábado entre os presidentes de França e Colômbia.
Restrepo expressou desejo de que “as Farc estejam dispostas a isso, porque essa guerrilha se negou a tratar o tema da libertação de seqüestrados com qualquer um dos facilitadores internacionais”.