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Mundo

Colômbia deporta quatro membros da Guarda Nacional da Venezuela

Arquivo Geral

15/11/2009 0h00

Quatro membros da Guarda Nacional da Venezuela foram deportados pelas autoridades colombianas depois de terem sido detidos nesta sexta-feira no departamento (estado) de Vichada, no leste da Colômbia.

Um porta-voz do Departamento Administrativo de Segurança colombiano (DAS) disse à Agência Efe que, conforme o comunicado emitido ontem pela entidade, os quatro militares foram entregues às autoridades venezuelanas.

“Foram entregues ontem às 16h30 (19h30 de Brasília) na qualidade de deportados” no município de Puerto Páez, na fronteira entre Colômbia e Venezuela.

Segundo um comunicado do DAS, os quatro militares venezuelanos foram detidos na sexta-feira na cidade de Puerto Carreño.

“A Marinha Nacional deteve quatro funcionários da Guarda venezuelana que se mobilizavam por território nacional em uma lancha, em cujo interior foram encontradas malas que continham uniformes camuflados das Forças Armadas da Venezuela”, relatou ontem o DAS em nota oficial.

Três dos guardas venezuelanos têm patente de segundo sargento e foram identificados como Alexander José Marín, Rodolfo Enrique Márquez e Paul José Luna Marcano. O quarto é o primeiro sargento Jorge Ramírez Ramírez.

O comunicado lembra que, com a entrega dos quatro militares, já são cinco os membros da Guarda da Venezuela detidos em território colombiano nas últimas duas semanas e devolvidos às autoridades de seu país.

Por outro lado, “o detetive do DAS Julio Enrique Tocora continua retido na Venezuela depois de ter aceitado um convite de um funcionário do Serviço Administrativo de Identificação e Migração da Venezuela (Saime), para passar alguns dias de descanso nesse país. Espera-se sua pronta devolução”, diz a nota.

Horas antes, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, tinha falado que os militares seriam “entregues às autoridades da Venezuela com toda a decência”.

A detenção dos quatro militares é o incidente mais recente nas tensas relações diplomáticas e comerciais entre Colômbia e Venezuela.

Ontem, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou Uribe de “mafioso” e disse que não há possibilidade de diálogo com seu Governo “traidor”.

“Não tenho nada o que falar com o mafioso Uribe, porque sei que está buscando contato. Não há nada o que falar com esse Governo traidor”, assegurou Chávez.

O Governo colombiano apresentou ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos (OEA) uma nota de protesto por “ameaças” do Executivo da Venezuela.

A tensão entre os dois países aumentou desde que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, alertou seus compatriotas para a possibilidade de uma guerra por causa do acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos e pediu para que estivessem preparados.

Chávez vê o convênio, que permite a militares americanos o uso de bases colombianas, como uma ameaça para seu país e a região.

Dias depois da polêmica declaração, o presidente da Venezuela disse que apenas fez uma reflexão baseada no ditado latino “si vis pacem, para bellum” (“se queres a paz, prepara a guerra”) e atribuiu a “uma manipulação midiática” a compreensão de que era uma convocação a um confronto.

As relações entre Colômbia e Venezuela estão “congeladas” desde agosto por decisão de Chávez.

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