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Colômbia decide não comentar ligação das Farc com Venezuela e Equador

Arquivo Geral

10/05/2011 18h04

O Governo colombiano deixou para trás os antigos conflitos com a Venezuela por causa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e preferiu não comentar o relatório divulgado nesta terça-feira em Londres sobre o conteúdo dos computadores do líder da guerrilha “Raúl Reyes”.

“Eu conversei com o chanceler (venezuelano, Nicolás) Maduro sobre esse relatório e coincidimos que viramos a página”, disse nesta terça-feira a ministra das Relações Exteriores colombiana, María Ángela Holguín, à emissora “AW”.

Ela afirmou que espera que o relatório, publicado nesta terça-feira em Londres pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), “não danifique o caminho” traçado com a Venezuela e o Equador após o restabelecimento das relações com os dois países em 2010.

“Esta nova relação e nova aproximação com a Venezuela e o Equador faz com tenhamos que virar a página e olhar para frente”, ressaltou a chanceler, quem acrescentou que o Governo colombiano não vai comentar o relatório do IISS.

O relatório revela que o Governo de Hugo Chávez “permitiu às Farc operar em território venezuelano”, lhes ofereceu ajuda financeira e, inclusive, lhes pediu “que treinassem grupos paramilitares para defender a revolução de outros golpes de Estado (após o fracassado de 2002) e invasões externas”.

Segundo o relatório, o apoio de Chávez às Farc foi uma “política de Estado” e o líder venezuelano ainda teria oferecido à guerrilha US$ 300 milhões em 2007.

Quanto ao Equador, o IISS afirma que o presidente Rafael Correa supostamente solicitou e aceitou fundos ilegais das Farc durante a campanha que o levou ao poder em 2007 e que vários funcionários de seu Governo tiveram contatos permanentes com a guerrilha.

O IISS elaborou o estudo a partir de arquivos e e-mails dos computadores apreendidos de “Raúl Reyes”, que era o porta-voz internacional das Farc quando morreu em um bombardeio militar colombiano a um acampamento insurgente no Equador em março de 2008.

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