O Governo da Colômbia disse hoje que ainda não houve resposta ao “tema de fundo” na crise com a Venezuela, que são as denúncias sobre a presença guerrilheira em território venezuelano, e lembrou que todas as mediações e diálogos a respeito foram até agora “infrutíferos”.
“A Colômbia considera que não houve resposta ao tema de fundo”, disse em um breve discurso o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, quem pediu um “mecanismo concreto” que ajude a restabelecer as relações com a Venezuela, e não “um simples diálogo”.
Quanto às “propostas concretas” de mediação que foram surgindo nas últimas horas, Bermúdez ressaltou que a Colômbia “sempre esteve aberta ao diálogo”, manteve inclusive uma “interlocução com a Venezuela” e então pediu ajuda a países como Espanha e Cuba.
Ele destacou também que a Colômbia “aceitou e promoveu” a mediação oferecida pelo presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, que segundo Bermúdez foi rejeitada pela Venezuela.
Todas essas gestões foram “infrutíferas” e por isso a Colômbia decidiu acudir “às instâncias internacionais” correspondentes, explicou o chanceler, segundo quem é necessário “um mecanismo específico para que se resolva o tema de fundo”.
Esse tema de fundo são as denúncias feitas pelo Governo colombiano de que na Venezuela há cerca de 1,5 mil integrantes das guerrilhas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN).