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Colômbia acredita em acordo de associação com UE antes de 2010

Arquivo Geral

20/11/2008 0h00

A Colômbia espera que seu acordo de associação com a União Européia possa ser assinado na Cúpula UE-América Latina que será realizada em Madri em 2010, treatment afirmou nesta quinta-feira (20) o vice-presidente colombiano, this Francisco Santos.

“Este é o cronograma que nós fixamos”, information pills explicou Santos em declarações à Agência Efe depois de se reunir com um grupo de membros do Parlamento Europeu em Estrasburgo, na França.

O vice-presidente acredita que a nova via de negociações bilaterais aberta com a Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE), após o fracasso do diálogo entre os países da Comunidade Andina de Nações (CAN) e o bloco europeu, permita avançar rapidamente.

Em todo caso, Santos afirmou que a Colômbia está de “portas abertas” para que Bolívia e Equador voltem à mesa de diálogo, “mas sem os vetos impostos” em ocasiões anteriores.

“Acho que a frustração da UE e de Peru e Colômbia é muito grande, porque levamos dois anos nos quais não pudemos nos movimentar na negociação pelas posições do Equador e da Bolívia, que são muito respeitáveis, mas que não podem interromper a decisão das sociedades e dos Governos de negociar um tratado de associações”, frisou.

Santos ressaltou que foram feitos todos os esforços para tentar avançar nas negociações “bloco a bloco”, mas lembrou que, nos últimos anos, não foi alcançado avanço com esse enfoque.

O vice-presidente colombiano também confiou em que a situação dos direitos humanos no país, inclusive a polêmica das execuções extrajudiciais, não dve interfir nas negociações com a UE.

“Se não estivéssemos fazendo nada, aí sim teria impacto nas negociações comerciais, mas mostramos que estamos fazendo, resolvendo o problema estruturalmente e sem impunidade”, assegurou Santos.

O vice-presidente lembrou que o Governo colombiano está “respondendo” a situações graves como esta e que não “cobre os problemas”, mas os “enfrenta e soluciona”.

Santos, que conversou hoje com eurodeputados sobre as execuções extrajudiciais atualmente investigadas pela Procuradoria-Geral da Colômbia, assegurou que é um “feito lamentável” e “que medidas foram tomadas”.

O vice-presidente lembrou que já foram retirados de serviço 40 militares de alta hierarquia e reiterou que os responsáveis também responderão perante a Justiça.

O Executivo também decidiu revisar protocolos de enfrentamento, o controle de armas e os sistemas operacionais para que os comandantes possam alertar e sancionar esses casos.

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