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Mundo

Coalizão parlamentar que respalda Governo da Ucrânia é rompida

Arquivo Geral

16/09/2008 0h00

O presidente da Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia, pilule Arseni Yatseniuk, dosage anunciou hoje oficialmente a ruptura da coalizão parlamentar de maioria que respaldava o Governo da primeira-ministra Yulia Timoshenko.

A coalizão de maioria era integrada pelo bloco formado pelo partido do presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, a legenda Autodefesa Popular, e o Bloco de Yulia Timoshenko, todos protagonistas da “revolução laranja” de 2004.

Timoshenko e o Gabinete de Ministros continuarão de interinamente até a formação de uma nova coalizão de maioria, seja na atual legislatura ou na que resultar da realização de eleições antecipadas.

Segundo a Constituição da Ucrânia, o chefe do Estado está facultado a dissolver a Rada e convocar eleições antecipadas caso não se estruture uma nova maioria parlamentar em um prazo de 30 dias.

No dia 3 de setembro, em mensagem transmitida pela TV aos ucranianos, Yushchenko denunciou que “foi formada na Rada uma nova maioria, que não se baseia nos interesses dos ucranianos, do Estado”.

Segundo Yushchenko, essa “nova maioria” é integrada pelo Bloco de Yulia Timoshenko (BYT), o Partido Comunista e o pró-russo Partido das Regiões.

Esse discurso do chefe do Estado, que representou a ruptura com sua primeira-ministra, aconteceu um depois de essas três legendas votarem uma série de emendas que restringem os poderes presidenciais.

“Ontem aconteceram eventos que puseram fim à coalizão democrática e a causa é uma: a luta pelo poder”, disse então Yushchenko, que qualificou a votação na Rada de “começo de um golpe de Estado político e constitucional”.

Nessa ocasião, o presidente ucraniano advertiu aos deputados que fará uso de sua prerrogativa de convocar eleições parlamentares antecipadas caso que não se forme uma nova coalizão de maioria no prazo que estipula a Constituição.

De acordo com a Constituição ucraniana, a coalizão de maioria, encarregada de apresentar ao chefe do Estado a candidatura do primeiro-ministro, deve estar integrada por pelo menos 226 dos 450 membros da Rada.

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