A secretária de Estado de EUA, Hillary Clinton, fez hoje um balanço positivo das conversas que o grupo 5+1 manteve com o Irã, mas assegurou que “não se chegou ao final” do diálogo e que “espera mais” de Teerã.
Em entrevista conjunta com o secretário de Defesa, Robert Gates, para a cadeia “CNN” na Universidade George Washington, Clinton indicou que nas negociações do grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) com o Irã por seu programa nuclear ainda não se “chegou ao ponto final”.
De fato, explicou, “fica muito trabalho” pela frente e, embora na reunião que se celebrou em Genebra se chegou a princípio a um acordo centrado em três pontos, deixou claro que os Estados Unidos exige mais que palavras por parte de Teerã.
“Esperamos muito mais” do Irã, insistiu, indicando por sua vez Teerã deve demonstrar que se tomada a sério as negociações e os acordos alcançados em Genebra e passar das palavras aos feitos.
As seis potências arrancaram do regime islâmico a promessa de permitir a inspeção de sua recém revelada usina nuclear em Qom, fixaram uma nova rodada de diálogo e decidiram que uma parte do urânio enriquecido de baixa intensidade seja enviado a outro país para ser enriquecido e destinado a um reator de pesquisa iraniana.
“O balanço do encontro foi positivo”, assinalou Clinton, embora afirmasse que, sobretudo sobre o urânio enriquecido de baixa intensidade, haverá que perfilar os detalhes desse acordo e ver se o Irã realmente atém-se ao “marco” alcançado em Genebra.
“Nada está terminado até que esteja terminado”, assinalou sobre esse marco e indicou que no próximo dia 18 haverá uma reunião de nível técnico no qual se abordará este assunto.
Neste sentido, também afirmou que desconhece se as intenções do Irã são sérias.
“Não o sabemos ainda”, disse Clinton na entrevista, na qual assegurou que o acordo conseguido em Genebra dá tempo aos EUA para avaliar se o Irã está tomando a sério as negociações nucleares.
Já Gates opinou que é possível convencer ao Irã das vantagens de abandonar suas aspirações nucleares e que “não lhes interessa” obter armas nucleares.