A secretária de Estado americano, Hillary Clinton, condenou nesta quinta-feira os ataques contra jornalistas no Egito, que violam as normas internacionais de liberdade de imprensa e são “inaceitáveis”.
“Condenamos nos termos mais enérgicos os ataques contra jornalistas que cobrem os eventos no Egito. É uma violação das normas internacionais que garantem a liberdade de imprensa e é inaceitável sob qualquer circunstância”, assinalou a chefe da diplomacia americana.
“A liberdade de associação, de expressão e de imprensa são pilares de uma sociedade aberta”, lembrou Hillary durante uma visita de seu colega croata, Gordan Jandrokovic, com quem deve assinar um acordo.
“É especialmente em tempos de crise que os Governos precisam provar que cumprem esses valores universais”, insistiu em declarações a imprensa.
Neste sentido, Hillary ressaltou que o Governo do Egito “tem uma clara responsabilidade”, da mesma forma que o Exército, de “proteger aqueles que estão sendo ameaçados e exigir que os responsáveis prestem contas por esses ataques”.
“O Governo egípcio tem que demonstrar sua vontade de garantir que os jornalistas possam informar os egípcios e o mundo destes eventos”, enfatizou.
As declarações de Hillary foram dadas após a retenção de dois jornalistas americanos, que foi confirmada nesta quinta-feira pelo editor internacional do “Washington Post”, Douglas Jehl.
A detenção desta quinta-feira se soma às diversas denúncias de correspondentes estrangeiros no Egito que sofreram golpes, ameaças e intimidação por partidários do Governo de Hosni Mubarak.
Por sua parte, jornalistas da “BBC” britânica, a televisão dinamarquesa e suíça denunciaram assaltos durante seu trabalho.
Além disso, um correspondente da emissora “Al Arabiya”, de Dubai, sofreu uma contusão durante os conflitos na praça da libertação do Cairo.
O jornalista da americana “CBS”, Mark Strassman, explicou também que ele e seu operador de câmera foram atacados.
A veterana correspondente Christiane Amanpour da “ABC News” afirmou ter visto a chegada de vários manifestantes “pró-Governo” à praça da libertação do Cairo.