Menu
Mundo

Chuvas podem causar transbordamento de lagos formados por terremoto na China

Arquivo Geral

29/05/2008 0h00

As fortes chuvas que castigam a China estão prestes a provocar o transbordamento dos lagos formados após o terremoto que assolou a província de Sichuan há duas semanas, website enquanto o Governo teme que a alta do nível de água cause, adiposity além de inundações, uma contaminação por produtos químicos.


A principal ameaça em Sichuan, epicentro do terremoto de 12 de maio, é constituída pelos mais de 30 lagos formados pelo deslizamento de rochas e escombros nos leitos dos rios, que ameaçam transbordar sobre milhões de pessoas que ficaram desabrigadas.


Nesta província do sudoeste do país, 28 dos 35 lagos ameaçam transbordar, um perigo que aumentou após as chuvas que atingem a área e que se transformaram em torrenciais no sul e oeste do país.


Além disso, o jornal “Beijing News” alertou hoje para outra possível ameaça, caso os lagos transbordem: a contaminação química, já que mais de cinco mil toneladas de produtos perigosos, como ácido clorídrico, estão armazenadas perto destes açudes, segundo Ma Ning, oficial regional do Birô de Proteção Meio Ambiental.


O responsável ambiental disse ao jornal que o Governo revisou um total de 58 indústrias com produtos químicos e ordenou a transferência destes materiais para áreas seguras.


Por enquanto, continuam as precipitações em Sichuan, embora de forma moderada, e as chuvas torrenciais – que já mataram 55 pessoas em outras províncias da China – não chegaram a essa província, a mais atingida pelo terremoto.


A Administração Chinesa de Meteorologia confirmou que continuará a chover até o sábado nas províncias do sul e do leste do país.


O Ministério de Assuntos Civis comunicou hoje que o número de mortos em consequência do desastre já chega a 68.516, enquanto 19.350 pessoas continuam desaparecidas e outras 365.399 ficaram feridas.


A nova apuração indica um aumento de 407 pessoas no número de mortos em relação aos dados de quarta-feira.


O número total de atingidos pelo terremoto, de oito graus na escala Richter, supera os 45 milhões, enquanto 15,5 milhões de pessoas tiveram que ser retiradas de suas casas.


Hoje, o jornal “Chongqing Evening News” anunciou hoje o resgate na quarta-feira de 12 sobreviventes do terremoto que ficaram isolados em uma montanha e conseguiram sobreviver durante 16 dias se alimentando de ervas silvestres e arroz.


Os sobreviventes trabalhavam para a Companhia da Construção de Han Wang, em Mianzhu, e estavam em Yangjiagou, uma região montanhosa muito isolada, quando aconteceu o tremor.


Os 12 trabalhadores reuniram todos os mantimentos de que dispunham, apenas cinco quilos de arroz, após ficarem incomunicáveis devido a uma avalanche de rochas e à queda do sistema de telecomunicações.


O grupo, que dormia em uma tenda improvisada em Yangjiagou, começou a correr em direção ao povoado mais próximo pela área escarpada e a racionar seus alimentos, até chegar ao ponto de recorrer a plantas silvestres e à água da chuva para sobreviver.


Na última semana foram registradas 219 réplicas do terremoto em Sichuan, mas nenhuma delas superou os quatro graus de magnitude.


Neste sentido, as autoridades sismológicas da China desmentiram o que consideram “rumores sem nenhum fundamento” indicando que poderia ocorrer um novo terremoto de grande intensidade no sudoeste do país.


“Não foram encontrados indícios que façam prever um outro forte terremoto, segundo os resultados de nosso acompanhamento, e também não publicamos essa previsão”, acrescentou Deng.


No distrito de Wenchuan, epicentro do tremor, os responsáveis de educação estão pedindo às regiões vizinhas que aceitem os mais de 14 mil alunos cujas escolas desabaram devido ao terremoto.


Mais de 10% das vítimas do terremoto foram crianças, já que muitas escolas desabaram.


Os pais das crianças mortas estão pedindo responsabilidades às construtoras e aos respectivos departamentos governamentais.


A área onde se localizou o epicentro do terremoto se tornou visita obrigatória tanto para os dirigentes chineses quanto para os líderes estrangeiros que visitam o país.


Assim, hoje o subsecretário-geral do partido taiuanês Kuomintang, Chan Chi-Hsien, viajou para Sichuan, depois do encontro histórico da quarta-feira, que reuniu os líderes desta legenda e do Partido Comunista da China (PCCh).


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado