Dezenas de pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira nos confrontos registrados entre policiais e membros de uma religião cristã egípcia que protestavam por conta da suspensão da construção de uma igreja em um subúrbio do sul do Cairo, segundo informaram fontes da Polícia.
Desde primeiras horas desta quarta-feira, centenas de fiéis se reuniram em frente a uma igreja no bairro de Al-Talibiya e, entoando palavras de ordem, pediram a continuação das obras do templo, além de denunciarem a discriminação que sofrem da maioria muçulmana.
Segundo a Agência Efe comprovou, dezenas de jovens que empunhavam cruzes de madeira e imagens de Jesus Cristo lançavam pedras em policiais horas depois dos primeiros choques e eram respondidos com bombas de efeito moral e também pedras.
Fontes dos serviços de segurança consultadas pela Efe indicaram que 20 policiais e o mesmo número de manifestantes ficaram feridos, enquanto entre 70 e 80 pessoas foram presas.
Segundo um advogado e ativista copta, Najib Gibrail, são “inúmeros” os cristãos feridos, alguns deles com gravidade, e crianças e mulheres que estavam no lugar sofreram os efeitos do gás lacrimogêneo.
Aparentemente, os cristãos estão há quatro dias protestando no lugar, mas nesta quarta-feira houve sérios distúrbios quando a Polícia irrompeu na igreja durante a madrugada.
Antes de se dirigirem ao templo, os manifestantes atacaram pelo menos dez carros que estavam estacionados em frente à Prefeitura de Giza, nos arredores do Cairo, aonde foram enviados centenas de policiais.
Os cristãos coptas representam um décimo da população egípcia, majoritariamente muçulmana. São frequentes os choques entre cristãos e muçulmanos, especialmente no sul do país.