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Mundo

Choques entre Polícia e manifestantes deixam quase 1,5 mil feridos no Egito

Arquivo Geral

03/02/2012 10h28

 

O número de feridos nos choques entre a Polícia e manifestantes próximos ao Ministério do Interior egípcio, no centro do Cairo, já chega a 1.482, dos quais quase a metade foram transferidos a hospitais ou centros médicos.

 

Segundo o Ministério da Saúde, 835 pessoas foram atendidas no local desde a noite de quinta-feira, enquanto outras 647 receberam cuidados nos hospitais de campanha instalados na Praça Tahrir e em centros médicos da capital.

 

“Todos os feridos se encontram estáveis e a maioria terá alta nas próximas horas”, disse o médico Adel Adaui, assistente do ministro da Saúde, à agência oficial “Mena”.

 

A atenção dos médicos se concentrou principalmente em casos de asfixia causada pelo gás lacrimogêneo utilizado pelas forças de segurança, além de traumatismos, fraturas e cortes, disse o responsável.

 

O Ministério da Saúde enviou 45 ambulâncias à Praça Tahrir, muito perto do epicentro dos enfrentamentos, e instalou quatro unidades médicas móveis nesse local.

 

Segundo constatou a reportagem da Agência Efe, os enfrentamentos entre a Polícia e os manifestantes, muitos deles torcedores do clube de futebol Al Ahly, ressurgiram nos últimos minutos, após uma breve trégua matinal.

 

Os disparos foram ouvidos durante toda a noite, mas os enfrentamentos se tornaram mais intensos, entre gritos de “Fora, fora” dos manifestantes, que lançam pedras aos agentes antidistúrbios, que por sua vez replicam com disparos de balas de borracha.

 

Os choques se concentram nas ruas Mohamed Mahmoud, que liga a Praça Tahrir com o Ministério do Interior, e na divisória Mansur, onde se reúnem muitos manifestantes.

 

Com o decorrer da manhã, centenas de pessoas estão se aproximando da Praça Tahrir para realizar uma manifestação de rejeição à Junta Militar e às autoridades militares.

 

Enquanto isso, na cidade de Suez, onde esta noite morreram duas pessoas por disparos de bala, o balanço de feridos chega a 207, segundo o Ministério da Saúde, mas destes apenas 17 foram levados a hospitais, e se encontram todos estáveis.

 

Esta nova onda de violência no Egito começou na quarta-feira, quando mais de 70 pessoas morreram no estádio da cidade de Port Said (nordeste) em uma selvagem batalha entre torcedores do Al Ahly, do Cairo, e do time local, Al Masry.

 

Torcedores dos clubes e os partidos presentes no Parlamento egípcio acusam a negligência das forças policiais no estádio da responsabilidade pela tragédia, por não terem feito nada para impedir o massacre.

 

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