Nos arredores de Mianyang há centenas de localidades nas quais nada ficou de pé após o terremoto na China, approved e a ajuda vem de voluntários que chegam de todo o país, ailment embora as localidades mais remotas continuem sem recebê-la.
Hoje, ambulance o presidente chinês, Hu Jintao, chegou a Mianyang para se solidarizar com as vítimas do terremoto no país.
Jiulongcun, um pequeno povoado de cerca de dois mil habitantes que agora se assemelha a um campo de refugiados, é uma das localidades que já receberam essa ajuda, mas os voluntários alertam que mais além, nas regiões montanhosas, a situação continua sendo de extrema necessidade.
“Nos povoados das montanhas não chegou nada. É preciso salvar os soterrados, e dar alimentos e abrigo aos sobreviventes”, afirma Liu Dong, um voluntário que como muitos outros chegou de Chengdu para ajudar.
“Minha irmã está em Maoxian, a 200 quilômetros daqui, nas montanhas. Desde o dia do terremoto não temos notícias dela”, conta Hou Puxiu, uma mulher de cerca de 50 anos, ferida em uma perna após o terremoto.
Em Jiulongcun continua o drama de centenas de pequenos povoados de toda a área montanhosa do norte de Sichuan: muitos adultos se salvaram porque estavam trabalhando no campo quando ocorreu o terremoto, mas seus filhos estavam na escola, e esta, ao ser derrubada, soterrou 200 deles.
“Todos os seus colegas morreram”, conta um pai que dá a mão para seu filho de sete anos, com a cabeça coberta e os olhos vendados, e que conseguiu sair milagrosamente da escola, correndo, antes que ela desabasse.
Os moradores observam o que restou do banco local, e afirmam: “Um dos funcionários ainda está aí embaixo”. Ao lado, um forte cheiro de álcool indica os destroços da antiga loja de licores, e um pouco mais adiante aponta para o que restou de um telhado tradicional do templo taoísta.
Em Jiulongcun, pelo menos, a população se sente relativamente com sorte por ser uma das primeiras a receber ajuda humanitária.
Remédios, alimentos e cobertores começam a ser distribuídos por voluntários e soldados enquanto as pessoas fazem fila em torno de caminhões-pipa com água potável, e os enfermeiros começam a desinfetar as barracas nas quais estão agora os moradores.
Também começam a chegar barracas de campanha para servirem de abrigo improvisado durante os longos meses em que as casas serão reconstruídas.
Em Jiulongcun os voluntários se organizam por conta própria em todo o país, em uma das primeiras demonstrações de força da sociedade civil da China, um país no qual o Governo habitualmente controla todas as áreas da sociedade, inclusive as ONGs.
Mas o Executivo chinês não pode atender às centenas de milhares de atingidos, o que o levou a permitir que todos, chineses e estrangeiros, cheguem à área devastada para ajudar, em uma abertura sem precedentes (em outras ocasiões, até a cobertura jornalística dos desastres era dificultada).
“Nós nos organizamos pela Internet. Viemos de Hunan (uma província do centro da China, a cerca de mil quilômetros). Chegou a hora de ajudar o país”, comenta o jovem Wei Jiulong, um dos voluntários.
Milhares deles chegam em caminhonetes com cartazes nos pára-brisas nos quais se lê “lutando contra o terremoto”, e palavras de ordem do tipo “em todos os cantos do país, de mãos dadas, superaremos a catástrofe”.
No porta-malas, dezenas de caixas de comida e bebida, que já começa a faltar escasseia em muitas lojas de Chengdu, a capital da província, porque tudo está sendo entregue na região devastada.
As mostras de solidariedade são evidentes em uma região na qual o comércio desapareceu: nada mais se compra nem se vende, apesar da avidez de negócios que a China da reforma e a abertura tinha trazido.
Agora tudo é dado de presente na região do terremoto, nada tem preço e é entregue voluntariamente ao mais necessitado.
No meio da catástrofe também há pessoas que expressam sua ira com o que aconteceu, como o escritor Sun Jianjun, que após visitar os destroços de Jiulongcun afirma: “o Governo diz que os prédios são feitos de concreto, mas é mentira, são materiais muito ruins”, afirma.
“Estão mentindo, e os jornalistas que tentam revelar o escândalo são punidos”, afirma Sun, que, no entanto, é repreendido por muitos dos moradores de Jiulongcun, que dizem ser o momento de ajudar, não de criticar.
Em algumas localidades, como Juyuan, a cerca de 60 quilômetros do epicentro, a única construção que caiu do povoado foi a escola, matando milhares de estudantes.
O pedido popular fez com que o Governo chinês anunciasse que investigará as licitações para construir escolas no país e os materiais utilizados, embora a prioridade continue sendo chegar aos locais ainda isolados.
Outros edifícios públicos também sofreram danos: em Mianzhu, localidade do município de Mianyang, a filial do Banco da China caiu, soterrando clientes e funcionários.
Hoje, guindastes e operários conseguiram retirar, quatro dias depois do terremoto, o corpo de um dos caixas. Repete-se o drama de centenas de povoados: os familiares carregam o corpo, chorando, em uma manta, e soltam rojões para expressar sua dor e afugentar os maus espíritos.