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Chineses capturados pela Ucrânia esperam ser trocados

Os dois homens falaram aos jornalistas ao lado de militares ucranianos armados e mascarados, de forma que é impossível saber se o fizeram por vontade própria

Redação Jornal de Brasília

14/04/2025 19h53

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Prisioneiros de guerra chineses sob guarda armada: Zhang Renbo (centro) e Wang Guangjun (direita) observam durante uma coletiva de imprensa em Kiev, em 14 de abril de 2025, em meio à invasão russa da Ucrânia. Dois homens chineses vestidos com uniforme camuflado foram escoltados algemados até um centro de imprensa em Kiev e sentaram-se ladeados por soldados ucranianos armados, sem que fosse possível saber se estavam se expressando por livre e espontânea vontade. (Foto de Genya SAVILOV / AFP)

Dois chineses capturados pela Ucrânia quando lutavam pelo Exército russo foram apresentados nesta segunda-feira (14) em uma coletiva de imprensa em Kiev, onde eles disseram que esperam ser trocados e pedem a seus conterrâneos que não sigam o seu exemplo.

Os dois homens falaram aos jornalistas ao lado de militares ucranianos armados e mascarados, de forma que é impossível saber se o fizeram por vontade própria.

A Ucrânia anunciou na semana passada a captura desses dois cidadãos chineses que lutavam pelo Exército russo no front.

A China negou qualquer envolvimento no recrutamento dentro das forças armadas russas.

Vestidos com uniforme militar e algemados, os dois contaram em mandarim que foram capturados em combates na região administrativa (oblast) de Donetsk, no leste da Ucrânia, após entrarem para o Exército russo graças a anúncios on-line.

“Espero que a China possa me trocar com a Rússia e a Ucrânia e me levar de volta à China”, declarou um deles, identificado como Zhang Renbo, de 26 anos.

O outro, identificado como Wang Guangjun, de 33 anos, pediu a seus “compatriotas que desejam participar da guerra na Ucrânia” que não o façam.

Ele contou que entrou para o Exército russo através “de anúncios de recrutamento em alguns aplicativos chineses como Kuaishu e Duyin”.

Os dois negaram possuir qualquer relação com o governo chinês.

© Agence France-Presse

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