O Governo chinês anunciou nesta quarta-feira a suspensão do processo de aprovação de novas usinas nucleares com o objetivo de revisar seus padrões de segurança, após a explosão na central japonesa de Fukushima desencadeada pelo grande terremoto de sexta-feira passada.
O Conselho de Estado (Executivo chinês) pediu nesta quarta-feira – após uma reunião presidida pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao – que sejam realizados controles de segurança nas usinas existentes, segundo uma circular publicada no site do Governo (“www.gov.cn”).
“Serão suspensas temporariamente as aprovações dos projetos nucleares, inclusive os que se encontram em fase preliminar de desenvolvimento”, indica a nota, segundo a qual os controles de segurança serão realizados tanto nas usinas operacionais quanto naquelas que estão sendo construídas.
Pequim faz este anúncio após os temores repercutidos pelas explosões na usina nuclear de Fukushima decorrentes do terremoto de magnitude 8,9 e posterior tsunami que atingiram o Japão na última sexta-feira.
No entanto, o comunicado aponta que no território chinês não foram detectados níveis de radiação anormais procedentes do Japão, onde as autoridades acabam de informar que a radiação além do perímetro de 20 quilômetros já evacuado ao redor de Fukushima não representa “um risco imediato para a saúde”.
A China conta atualmente com 13 reatores nucleares em funcionamento em quatro usinas localizadas na costa oriental do país, enquanto outras 20 estão em fase de construção.
O gigante asiático se encontra imerso em um ambicioso plano nuclear pelo qual serão construídos 60 reatores adicionais antes de 2020, segundo a Associação da Energia Nuclear da China.
O plano inclui aumentar para 100 o número de reatores nucleares até 2030.