As autoridades sanitárias chinesas ordenaram o envio de 200 mil vacinas contra a nova gripe à região autônoma do Tibete (sudoeste do país), ao registrar-se ali esta semana o primeiro falecimento pela doença na parte continental chinesa, informou a revista econômica “Caijing”.
As autoridades assinalaram que as zonas remotas do oeste da China, menos desenvolvido que o leste do país, “serão prioritárias na distribuição de vacinas”, que China já começou a administrar em setembro.
Uma jovem de 18 anos faleceu no passado 4 de outubro em um hospital da localidade tibetana de Maizhokunggar, sendo a primeira morte pela doença no país asiático (sem contar Hong Kong, independente do resto do país em matéria sanitária e onde também se registraram falecimentos).
Por causa do caso, epidemiologistas chineses pediram hoje que o país intensifique as medidas para lutar contra a pandemia nas zonas mais remotas “em um esforço por resistir as potenciais infecções de uma segunda onda” do vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e Nações Unidas já advertiram sobre o perigo que o vírus prolifere nas comunidades mais pobres de países como China.
O Ministério da Saúde chinês calcula que dezenas de milhões de pessoas se infectarão pela nova pandemia no país, embora o fato de que ainda não se tenham registrado mutações do vírus faz pensar que a taxa de mortalidade de infectados seguirá sendo baixa (em torno ao 1%).